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Proprietários rurais denunciam desmatamento e TJ embarga estrada em Colorado

Moradores de propriedades rurais de Colorado denunciaram o desmatamento em uma reserva para a construção de uma estrada. Eles acionaram o Ministério Público e a obra acabou sendo embargada pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Pedro Lopes Castilho é o dono de 40 hectares, 20 deles dentro da reserva que teve parte da mata derrubada. A pedido da usina Alto Alegre, a Prefeitura Municipal de Colorado solicitou autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para a corte de árvores.

O IAP liberou a retirada de 90 árvores de 14 espécies fora da lista de extinção e com diâmetro de até 30 centímetros, em uma estrada de cinco metros de largura por 4,5 quilômetros de extensão. O objetivo era abrir uma estrada municipal, a FM-105.

Porém, a largura foi aumentada em alguns pontos e árvores raras foram cortadas, como perobas. Outra preocupação dos produtores é com os animais, que atravessam o trecho para beber água em uma represa e agora serão ‘empurrados’ para outros locais, já que haverá tráfego de caminhões.

O grupo de produtores decidiu intervir para tentar barrar e foi até o Ministério Público. Uma ação foi apresentada, pedindo um Estudo de Impacto Ambiental e questionando a autorização do IAP.

A obra atualmente está embargada pelo Tribunal de Justiça.

Município e usina

O secretário municipal de Obras de Colorado, José Carlos Mignaca, disse que a estrada rural está prevista no plano viário e existe uma lei que regulamenta a construção no trecho. Também defendeu que a obra é necessária para o “progresso”, em prol do escoamento da produção.

Por meio de uma nota, a Usina Alto Alegre informou que se colocou à disposição para abrir a estrada para firmar parceria com produtores de cana. Segundo a empresa, o município foi o responsável por obter as autorizações necessárias, que possibilitaram o início da obra.

A abertura do caminho começou no dia 16 de novembro, quando a usina recebeu uma informação extraoficial do embargo pelo TJ, o que levou à paralisação.

“A Usina Alto Alegre tem sério comprometimento com a preservação do meio ambiente e pauta a sua conduta pela legalidade. Neste caso, não foi e nem será diferente. Havia autorização do IAP, obtida pelo Município de Colorado. O Departamento Jurídico da Usina Alto Alegre está se inteirando dos termos do processo, para apresentar defesa no processo e tomar as outras providências cabíveis”, divulgou.

Colaboração Célia Martinez da Rede Massa