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Quadrilha envolvida em arrebatamento de presos perigosos da PEP é detida

Quadrilha envolvida em arrebatamento de presos da PEP é detida

A Operação Raptus, deflagrada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), que investiga os suspeitos de explodirem um muro da Penitenciária Estadual de Piraquara para libertar perigosos detentos, entre eles alguns membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), prendeu 23 pessoas até esta quarta-feira (5). As prisões foram realizadas em Curitiba, na Região Metropolitana de Curitiba, e no litoral de São Paulo.

A investigação durou cerca de três meses e conseguiu identificar 31 envolvidos no crime e suas funções. Entre as tarefas estavam os responsáveis pelo financiamento do arrebatamento, planejamento e logística da fuga. Foram expedidos 31 mandados de prisão preventiva para deter os acusados, além de 13 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 18 mandados de prisão foram cumpridos e 13 suspeitos estão foragidos. Outras cinco pessoas foram presas em flagrante durante a operação.

Conforme o delegado Rodrigo Brown, do COPE, que falou com a imprensa nesta quarta-feira (5), o alvo principal e articulador do resgate do dia 11 de setembro é Daniel Estrela, membro do PCC, que foi preso juntamente com a esposa em São Paulo. No arrebatamento, 29 detentos da penitenciária foram liberados, considerados os criminosos mais perigosos do Paraná. Brown ainda relatou que muitos dos suspeitos foram detidos em casas e apartamentos luxuosos, onde viviam escondidos utilizando identidades falsas. Dos fugitivos no arrebatamento, 19 permanecem foragidos, nove foram recapturados pelas forças de segurança e um foi morto.

Em Curitiba, suspeitos foram presos em dois apartamentos de alto padrão no bairro Batel, com droga, inclusive cocaína, fuzis e munições. Ao todo, foram apreendidos durante a operação 17 veículos – alguns deles roubados, que já foram devolvidos aos proprietários – 14 bananas de dinamite, mais de 40 quilos de cocaína, mais de 10 de crack, R$ 57 mil em dinheiro, dois fuzis, três pistolas, carregadores, munição, coletes balísticos, balaclavas, celulares, computadores, diversas anotações da facção criminosa, além de computadores.

As investigações contaram com o apoio do Tático Integrado Grupo de Repressão Especial (Tigre), da Divisão de Narcóticos (Denarc), da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Departamento Penitenciário e Departamento de Inteligência do Estado do Paraná. As equipes cruzaram dados, analisaram provas periciais, bilhetes, telefones e indícios para deflagrar a operação, em andamento desde segunda-feira (3).

De acordo com o delegado, as equipes fizeram algumas descobertas durante as investigações. “Essa facção criminosa vinha, com ajuda de pessoas que tem acesso à justiça, fazendo um álbum de fotos dos policiais do COPE e do Tigre, mulheres dos presos estavam com a missão de vir até as unidades, levantar as viaturas que nós usamos, fotografar as placas dos nossos carros descaracterizados, e até mesmo pessoas com missão para recolher o lixo da unidade policial para que eles pudessem obter informações valiosas sobre os trabalhos desenvolvidos na unidade”, revelou. Ainda conforme informações de Brown, existem informações de que o grupo iria cometer outro crime de grandes proporções até o final do ano, como ataque à penitenciária ou base de valores.

Os presos responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação ao tráfico, crime de explosão, arrebatamento de pessoas presas, porte ilegal de arma.

Colaboração Polícia Civil

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