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Seis envolvidos em morte de jogador serão indiciados por homicídio qualificado

(Foto: Simone Munhoz/ Rede Massa)  - Seis envolvidos em morte de jogador serão indiciados por homicídio
(Foto: Simone Munhoz/ Rede Massa)

O delegado Amadeu Trevisan, da delegacia de Polícia Civil de São José dos Pinhais, concedeu a última coletiva de imprensa do caso do jogador Daniel Corrêa Freitas, morto no dia 27 de outubro. A vítima foi morta após ser flagrada na cama com Cristiana Brittes, esposa do autor confesso do crime, Edison Brittes.

De acordo com Trevisan, além de Edison, que confessou o assassinato, sua esposa, Cristiana, a filha, Allana Brittes, e outros três homens que teriam ajudado a espancar Daniel, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, David Willian Villero Silva, e Igor King, deverão responder por homicídio qualificado, já que contribuíram para que o crime acontecesse.

Conforme o relato do delegado, Edison, Eduardo, Ygor e David estavam no carro que levou Daniel até o matagal após ser espancado, mas apenas Eduardo, primo de Cristina, saiu do veículo para ajudar Edison a tirar o jogador do porta-malas. Ygor e David teriam ainda sido ameaçados por Edison para que não vissem e contassem nada, senão teriam o “mesmo fim” que Daniel.

A parte de depoimentos dos envolvidos está praticamente encerrada, conforme informações da polícia. Eduardo, suspeito de participar do crime, foi preso em Foz do Iguaçu e deverá ser ouvido pelo delegado na próxima semana. Outras testemunhas, que estavam na casa no momento em que Daniel foi espancado, também devem conversar com o delegado na semana que vem.

O delegado Amadeu Trevisan também espera ouvir uma pessoa, próxima da família Brittes, que contou uma versão diferente para o crime do que a apresentada pelos suspeitos. Conforme o relato, Edison teria convidado Daniel para ter relações sexuais com Cristiana, mas se revoltou ao ver que os dois estavam realmente na cama, e matou Daniel. Esta versão não foi confirmada pela polícia, que acredita que Edison tenha flagrado Daniel na cama com Cristiana e teve um ataque de fúria. 

Família de Daniel 

Até o momento, apenas uma tia e uma prima de Daniel conversaram com o delegado responsável pelo caso. Trevisan afirmou que a mãe do jogador ainda está muito abalada, e não teve condições de ir até a delegacia de São José dos Pinhais. 

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