Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Sem laudo do IML, família cobra explicações sobre causa da morte de Ademir

Reprodução - Sem laudo, família cobra explicações sobre causa da morte de Ademir
Reprodução

A família realiza velório do corpo de Ademir Gonçalves Costa no Jardim São Paulo na manhã desta segunda-feira (30), em Foz do Iguaçu. O homem morreu após uma abordagem da Receita Federal na Ponte da Amizade no último sábado (28).

O sepultamento deve acontecer até o final da manhã de hoje, conforme informou o advogado da família, Edson Lara. Apesar disso, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) não foi emitido e a causa da morte segue inconclusiva.

“Não temos a causa definitiva. Novos exames foram solicitados e o parecer deve ser emitido por Curitiba. Na delegacia, nos disseram que o resultado sai em média, em torno de 30 dias. No entanto, como a repercussão foi grande, podemos conseguir antes. Também estudamos pedir a celeridade do resultado em juízo”, disse em entrevista ao Massa News.

Ainda conforme ele, o corpo de Ademir foi liberado sem o boletim de ocorrência. “Nem a Polícia Civil nem a Polícia Federal emitiram boletins. Tivemos grande dificuldade em relação a isso. Houve impasse em razão da definição de competência dos órgãos”, detalhou. “No fim, ficou a cargo da Polícia Federal [ por se tratar de território aduaneiro], que até agora não emitiu nenhum parecer”.

Edson afirma que a família está aguardando por manifestação da Polícia Federal. “Existe um desespero para saber o que realmente aconteceu. São várias dúvidas. Queremos saber se ele foi agredido ou se foi uma fatalidade. Ele passou mal? Por que não foi encaminhado a um Pronto Atendimento? A família também que ter acesso às imagens das câmeras de segurança da aduana. Ela procura por respostas”, concluiu.

A Polícia Federal informou que vai se manifestar, por meio de nota, até o final do dia. De acordo com o IML de Foz do Iguaçu, a necrópsia foi realizada e colhido material biológico e toxicológico, que foi enviado ao laboratório de Curitiba. Ainda conforme a direção do IML, não há prazo para emissão do laudo.