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Sentença do caso de menino ‘atacado’ por tigre deve sair em fevereiro

(Foto: Reprodução/Colaboração Catve.com) - Sentença do caso de menino ‘atacado’ por tigre deve sair em fevereiro
(Foto: Reprodução/Colaboração Catve.com)

Quatro anos e meio se passaram desde o mês de junho de 2014, quando o zoológico de Cascavel, o tigre Hu e o menino Vrajamani Fernandes Rocha ficaram conhecidos internacionalmente. O menino tinha 11 anos na época e perdeu um braço, que foi amputado quando ele tocou a grade do recinto em que o tigre vivia.

Agora o processo que responsabiliza o pai de Vrajamani, Marcos Carmo Rocha, por lesão corporal gravíssima, com dolo eventual está em fase de finalização. O Ministério Público juntou ao processo nesta semana a acusação e agora, a defesa de Rocha tem até o fim de janeiro para apresentar as alegações finais. Depois disso, o caso será julgado e o juiz apresenta a sentença. Isso deve ocorrer em fevereiro.

Conforme o Ministério Público, o inquérito tramitou por mais de três anos por conta de “dificuldade no trânsito do processo entre o Paraná e São Paulo, uma vez que tanto a vítima quanto o pai, moram naquele Estado”.

Acusação

O MP analisou o conjunto de provas – imagens do fato, bem com o depoimento de testemunhas e laudos periciais – para considerar Marcos Rocha responsável pelo ocorrido. Para a promotoria, “o pai poderia ter evitado o ocorrido, mas ao contrário disto, acabou incentivando a interação do filho com o animal”.

Para a promotora Andrea Simone Frias, as imagens analisadas em conjunto com os depoimentos das testemunhas, comprovam que o pai do menino poderia ter evitado o ocorrido, mas acabou incentivando a interação do filho com o animal.

Vídeos gravados no dia do fato mostram que antes do ataque o menino oferecia osso de frango ao leão, e depois, ultrapassou a grade de proteção e fez contato direto com o tigre, inclusive colocando o braço no interior da jaula.

Com tudo isso, o MP considerou que “o pai assumiu o risco da situação ao permitir o comportamento do menino”. A pena prevista é de 2 a 8 anos de detenção.

Colaboração Catve.com

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