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Sismmar denuncia ao MP situação caótica no Abrigo Municipal de Maringá

Sismmar apresentou denúncia à Vara da Infância e Juventude (Foto: Sismmar) - Sismmar denuncia ao MP situação caótica no Abrigo Municipal
Sismmar apresentou denúncia à Vara da Infância e Juventude (Foto: Sismmar)

O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) apresentou ao Ministério Público uma denúncia de violação dos direitos das crianças e adolescentes do Abrigo Municipal. A presidente Iraídes Baptistoni declarou que a situação é caótica, colocando em risco tanto os atendidos quanto os servidores. O documento foi entregue ao promotor da Vara da Infância e Juventude, Robertson Fonseca de Azevedo.

No mês de maio, o Lar Bethânia fechou e o Abrigo Municipal passou a receber as crianças abandonadas ou afastadas da família por ordem judicial, reunindo em um mesmo local desde bebês até adolescentes.

A presidente do Sismmar, Iraídes Baptistoni, contou na manhã desta quarta-feira (23) que dois servidores por turno cuidam de aproximadamente cinco crianças e seis adolescentes, incluindo um bebê de dez meses.

Os servidores pedem à administração municipal que remaneje funcionários e aumente o efetivo no Abrigo Municipal para dar conta dos cuidados aos atendidos no local. Segundo Iraídes, o Executivo respondeu que o problema é da equipe de transição, já lançando a solução para o novo prefeito Ulisses Maia.

“O Pupin é prefeito até 31 de dezembro. É obrigação do município dar condições para atender essas crianças. A gente repudia essa atitude da administração de não querer negociar. Eles alegam que não podem contratar servidores, mas nós não estamos pedindo isso, até porque não concordamos com contratações no fim de mandato. Nós estamos pedindo remanejamento”, declarou.

Segundo o Sismmar, os trabalhadores do Abrigo Municipal estão sobrecarregados com a demanda, inclusive sofrendo problemas de saúde devido ao excesso de estresse. A reportagem do portal Massa News tenta contato com a administração municipal para saber sua posição.

Prefeitura

Por meio de uma nota, a prefeitura defendeu que segue recomendação do Ministério Público para que não faça contratação até o final do ano, quando se encerra a gestão atual. Por conta disso, representantes da administração e da equipe de transição do prefeito eleito farão uma reunião com a Promotoria, expondo as necessidades de contratações imediatas. "Só será tomada alguma decisão após essa reunião, que deve ocorrer ainda nesta semana", divulgou o Executivo.