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Suspeito de estuprar adolescente de 12 anos é preso

O homem suspeito de estuprar por pelo menos seis vezes um adolescente, de apenas 12 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (10). A prisão foi realizada na casa do suspeito, em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba). 

Atualização 

O homem foi detido pela Polícia Civil de Araucária. A prisão preventiva do suspeito foi decretada pelo juiz da Vara da Infância de Curitiba, a pedido do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), responsável pelas investigações da denúncia de abuso. 

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Araucária, Tiago Wladyka, o suspeito estava em uma residência no bairro Costeira e tentou resistir à prisão, correndo para dentro da casa ao perceber a presença dos policiais. A equipe policial cercou o local e invadiu a residência. No local, também foram apreendidas uma moto e uma faca que, conforme a Polícia Civil, podem ter sido usadas para a prática dos crimes sexuais. 

Entenda o caso

Conforme o relato do adolescente, os abusos começaram em janeiro de 2018, quando a vítima tinha 11 anos. O garoto teria ido até a Praça Guanabara, no bairro Água Verde, em Curitiba, quando se distraiu com um cachorro e não percebeu que estava sendo observado pelo homem. O suspeito o seguiu até em casa e chegou a conversar com a mãe do menino, que o expulsou da residência.

Dias depois, ao ir novamente até a praça, o adolescente acabou encontrando novamente o acusado, que o arrastou até um terreno baldio, abusou sexualmente dele e o ameaçou. “Ele me estuprou, fez penetração, sexo oral. Disse que tinha arma, que ia matar meu pai, minha mãe, meus dois irmãos e minha cunhada, tudo. Dizia ‘ai, seu gostoso, quero te... um monte de coisa’, e me apertava os braços, me machucava. A segunda vez ele também foi no mesmo terreno baldio, a terceira vez também. Só que não tinha ninguém, né? Eram casas todas vazias, mas pedi [socorro] um monte de vezes”, detalhou a criança.

O adolescente conta que a situação se repetiu outras vezes e que teve muito medo de que o homem matasse sua família. De acordo com o pai da vítima, houveram mudanças de comportamento do menino na escola e em casa, mas o caso só foi descoberto depois que o familiar encontrou mensagens e áudios no celular do garoto.

A família conversou com o adolescente e denunciou o caso para o Nucria, que passou a investigar a situação.

Colaboração Victoria Fontana/ Rede Massa