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Transporte coletivo tem perda financeira de R$ 1,3 bilhões, diz Setransp

(Foto: Lucian Pichetti / Rede Massa) - Empresas têm perda financeira de R$ 1,3 bilhões, diz Setransp
(Foto: Lucian Pichetti / Rede Massa)

Em apresentação na tarde desta sexta-feira (17), as Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) alegaram perda de R$ 1,3 bilhões desde o início do contrato até agora (2010-2017). “As empresas trabalham no vermelho há anos, como foi mostrado o estudo e precisamos de medidas imediatas para a redução de custos”, disse o diretor-executivo da Setransp, Luiz Alberto Lenz.

De acordo com o levantamento feito pela Ernst & Yong (EY), o consórcio Pontual perdeu R$ 394,6 milhões, o Transbus perdeu R$402,1 milhões e o Pioneiro R$ 524,1 milhões. Lenz César disse que essas perdas são decorrentes principalmente da queda da demanda e da não repactuação dessa diminuição de passageiros na tarifa-técnica.

Essas perdas, segundo Lenz, são causadas porque a Urbanização de Curitiba (Urbs) sempre fez uma previsão média de usuários do transporte coletivo muito acima do que se verifica na realidade. “Se você prevê um determinado número de usuários para operar e ele não acontece, falta dinheiro para cobrir os custos do sistema”, declarou o diretor-executivo.

A Setransp ainda disse que os consórcios apontam caminhos ‘para que o sistema supere a crise em que se encontra’, não somente com o aumento da tarifa, mas com políticas de prioridade do transporte coletivo sobre o transporte individual, criação de fontes alternativas de receita e a modernização do sistema de bilhetagem eletrônica.

TJ-PR x TCE-PR

Na tarde desta quinta-feira (16), o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) deu liminar favorável à Prefeitura de Curitiba para manter a tarifa de ônibus em R$ 4,25, em Curitiba, contrariando a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que determinava a redução imediata do valor para R$ 3,70.