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Um ano depois da tragédia, Justiça reabre investigação

(Foto: Arquivo Massa News/Colaboração Umuarama News) - Um ano depois da tragédia, Justiça reabre investigação
(Foto: Arquivo Massa News/Colaboração Umuarama News)

Nesta terça-feira (31) completa um ano da ‘maior tragédia’ da PR-323, registrada em Cafezal do Sul, em que 21 pessoas morreram. Para marcar a data, foi realizada na manhã de domingo (30), uma celebração ecumênica, no Posto da Polícia Rodoviária Estadual, em Iporã.

O ato faz parte das ações do grupo formado por membros da sociedade civil organizada que lutam pela duplicação da estrada, no trecho de aproximadamente 200 quilômetros entre Maringá e Iporã. “Nossa vontade é de gritar, mas nesta manhã optamos por rezar e transmitir nosso sentimento a quem perdeu um ente querido”, disse um líder.

Na última semana, a Justiça determinou que o Ministério Público retome as investigações sobre a tragédia de 2016, entre Cafezal do Sul e Iporã, provocada pela batida entre um caminhão-tanque usado no transporte de leite e um ônibus da Secretaria de Saúde de Altônia.

A perícia apontou que o caminhão invadiu a pista contrária e que os veículos bateram de frente. Com base em depoimentos e no resultado das investigações, a Polícia Civil de Iporã concluiu que o motorista do caminhão, que morreu no acidente, foi responsável pela batida.

O inquérito, então, foi encaminhado ao Ministério Público, que pediu o arquivamento da investigação. Segundo a promotoria, como o motorista apontado como responsável pelo acidente não sobreviveu, a possibilidade de punição foi extinta.

Porém, para o juiz José Guilherme Xavier Milanezi, os fatos não foram suficientemente esclarecidos.  Segundo Milanezi, surgiram dúvidas sobre a dinâmica do acidente e de quem, de fato, foi a responsabilidade. O juiz informou que o processo deve ser novamente aberto para responder as perguntas.

Ederson Ribas, advogado que representa o motorista do ônibus, Bruno Ferrari, não comentou a decisão de prosseguir com as investigações, assim como o advogado da empresa Latco e a Prefeitura de Altônia. O município informou que os feridos e as famílias dos mortos foram indenizados.

Sobre os processos cíveis com pedidos de indenização, que ainda seguem em andamento, a Prefeitura disse que baseia sua defesa no laudo da Polícia Civil, que aponta o motorista do caminhão como responsável pelo acidente.

Em reportagem de  OBemdito no dia 2 de fevereiro deste ano, familiares de vítimas e sobreviventes da tragédia culparam o motorista do ônibus pelo acidente. “O ônibus deveria ter saído às 4h45 (de Altônia) mas só iniciou a viagem às 5h25 da manhã, atrasado. Nunca gostei da forma como ele (o motorista) dirige. Já viajei com outros motoristas e sempre foi tranquilo”, disse uma mulher que acompanhava a avó, morta na batida.

Colaboração O Bemdito