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Vítima de estupro relata momentos de terror e incentiva mulheres a denunciarem

(Foto: Juca Varella / Fotos Públicas / Imagem Ilustrativa) - Vítima de estupro relata momentos de terror e incentiva denúncias
(Foto: Juca Varella / Fotos Públicas / Imagem Ilustrativa)

Uma postagem chocante e corajosa de uma moradora de Londrina ganhou as redes sociais nesta segunda-feira (13). Vítima de um estupro durante o fim de semana, ela usou seu perfil no Facebook para denunciar o caso e incentivar que outras mulheres vítimas de violência sexual também procurem a polícia.

Mesmo sendo ameaçada pelo criminoso, ela foi até a delegacia para registrar o boletim de ocorrência, procurou o Instituto Médico Legal (IML) para fazer a coleta do material genético e buscou ajuda especializada. Depois disso, ela relatou tudo na internet incentivando que as mulheres que sofreram ou sofrem este tipo de violência denunciem os casos e busquem ajuda.

Relato chocante

A vítima, que não terá a identidade revelada, disse que esperava o ônibus às 6h na rua Duque de Caxias, no cruzamento com a rua Belém, em Londrina, quando foi rendida por um homem armado com uma faca. “Ele me arrastou para o escuro e, se eu gritasse, ele me mataria”, conta. “Escutei palavras horríveis o tempo todo”, completa a vítima.

Ela garante que viu imagens do sistema de câmeras de segurança e afirma que, pelo que viu, o estuprador tinha outra mulher como alvo. “Ele estava esperando outra menina e eu salvei a vida dela! Sei disso, pois eu vi câmeras que filmaram TUDO”, relata.

“Naquele momento, enquanto estava sendo estuprada, eu clamei a Deus por ajuda, para ser logo e que não me matasse, que Ele não deixasse que nada de ruim acontece comigo, pior do que aquilo”, ela conta, dizendo que ofereceu dinheiro, celular e tudo o que tinha em mãos para o criminoso. “Ele não me assaltou, apenas fez o que fez, me estuprou”.

Intolerância

Apesar do crime brutal e do relato chocante, a jovem disse que ainda escutou pessoas questionando o que ela “estava fazendo sozinha naquele ponto àquela hora”. “Não interessa! (…) Eu estava indo trabalhar, não estava indo procurar um estuprador”, desabafa.

Foi por causa dessa intolerância encontrada em parte das testemunhas que ela decidiu contar sua história. “(…) pensava que isso nunca iria acontecer comigo... Mas, não foi bem assim. Naquele momento, eu achei que iria morrer (…) Ele fez o pior, mas não me matou, ele antes de correr me ameaçou que iria me matar se eu procurasse a polícia. Não tive medo, eu fui atrás logo após o ocorrido, na delegacia, no IML coletar ‘as coisas nojentas’ que estavam em mim, e me examinar”, conta.

Apoio

A jovem contou ainda que foi encaminhada a um hospital, onde foi atendida por uma médica chamada Luciana. “Ela foi o meu anjo, me ajudou a ficar calma e abrir minha cabeça, que eu salvei uma vida de muitas (sim, ele não queria eu, ele queria uma outra), ela abriu os meus olhos para não ter medo e tudo que ela me passou eu irei passar para vocês”.

Ela também procurou ajuda pelo programa Rosa Viva, “Mulheres que calam, por favor, não se calem. Eu fui atendida na Rosa Viva, um programa contra abusos, Bully (sic) e entre outros. Lá eles ajudam em tudo, dão remédios para caso de infecção ou alguma doença grave, seja ela HIV e entre outros”

Repercussão

O relato da mulher no Facebook teve mais de 1,1 mil compartilhamentos e 2,4 mil ‘curtidas’. Entre as mensagens de apoio, há o relato de outras pessoas que viveram o mesmo drama. “Em 2013 aconteceu algo comigo, parecido. Eu precisei me mudar. Hoje estou casada, tenho uma filha linda. Então posso te dizer: vai passar. Melhora com o tempo. A lembrança fica menos frequente”, conta.

“Isso aconteceu comigo também, foi muito triste pois eu não estava na rua. Um homem que se dizia melhor amigo do meu pai foi passar férias em casa, e eu ainda uma criança não tive reação alguma... Simplesmente por medo me submeti a isso”, desabafa outra mulher.

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