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Vítimas contam sobre abuso em ônibus e mães flagram tarado no terminal

(Foto: Luiz Costa/SMCS) - Vítimas contam sobre abuso e mães flagram tarado no terminal
(Foto: Luiz Costa/SMCS)

A conduta de duas adolescentes que foram vítimas de abuso sexual dentro de um ônibus do sistema do transporte coletivo de Curitiba foi fundamental para que o suspeito, de 42 anos, fosse pego em flagrante. As meninas contaram a situação para suas famílias, que conseguiram localizar o abusador no fim da tarde desta quinta-feira (10).

O abuso aconteceu por duas vezes e da mesma maneira, quando as estudantes voltavam da escola na linha de ônibus Fazendinha. Na semana passada, as adolescentes de 12 e 13 anos foram vítimas do homem que se masturbou próximo a elas dentro do ônibus.

“Ele é silencioso e se aproveitou que o coletivo estava cheio. Ele se esfregou nelas e não falou nada, nem ameaçou. Por causa disso os demais passageiros não perceberam nada”, explicou a delegada operacional da Delegacia da Mulher, Eliete Aparecida Kovalhuk.

Ao chegarem em casa, as adolescentes contaram a situação para seus familiares, que tentaram armar o flagrante. Durante uma semana eles acompanharam as meninas no ônibus, mas nesta quinta-feira ninguém conseguiu acompanha-las. Foi quando mais uma vez o suspeito apareceu e cometeu o abuso.

“Elas conseguiram falar com as mães, que o esperaram chegar no Terminal do Fazendinha. O indivíduo não percebeu que elas estavam ali e continuou tentando atrair as meninas para o banheiro do terminal, onde foi pego em flagrante”, disse Eliete.

O homem foi contido por testemunhas. “No primeiro momento ele disse que não tinha feito nada, mas depois acabou pedindo desculpas e disse que não iria fazer nada”, completou a delegada. Ele foi levado pela Polícia Militar para a Delegacia da Mulher, onde assinou termo circunstanciado e liberado. Ele não tinha antecedentes deste delito.

Confiança

Eliete destaca a importância da confiança das vítimas com suas famílias. “Foi de total relevância elas não terem silenciado e falado imediatamente para as mães”, disse a delegada. Ela reforçou ainda a campanha realizada pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), para que as vítimas de violência sexual contem sobre a situação para seus familiares.

A delegada afirmou, porém, que não é recomendado que familiares tentem abordar pessoalmente os suspeitos, devido ao risco de que mais um ato de violência seja cometido. “Os policiais têm treinamento para realizar a abordagem. Ele poderia estar armado”, pontua.

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