Influencers de Curitiba negam golpes no Jogo do Tigrinho

Com a colaboração de Melissa Munhoz/Rede Massa

Os influencers da Grande Curitiba presos por suspeita de golpes no “Jogo do Tigrinho” falaram com exclusividade ao programa Tribuna da Massa, da Rede Massa | SBT. Eles foram soltos na última terça-feira (28), após nove dias na cadeia.

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Foto: Reprodução/Rede Massa

Eduardo Campelo, Ricardo Nascimento e Gabriel Vieira Barbosa são suspeitos de integrar um grupo que utilizava o caça-níquel eletrônico para enganar pessoas em todo o país. Na operação, a Polícia Civil apreendeu carros de luxo, dinheiro, armas de fogo e eletrônicos.

De acordo com o delegado Tiago Dantas, os suspeitos não são os criadores do Jogo do Tigrinho, porém, são investigados pela divulgação do jogo, considerado ilegal, e enriquecimento ilícito.

Os suspeitos respondem por crime contra a economia popular, associação criminosa, exploração de loteria sem a autorização legal e lavagem de dinheiro.

Influencers de Curitiba envolvidos com Jogo do Tigrinho negam crimes 

Em entrevista à reportagem do Tribuna da Massa, Eduardo Campelo e Ricardo Nascimento se defenderam das acusações.  

Campelo era motoboy em Colombo e, em cerca de um ano, comprou uma casa avaliada em R$ 2 milhões em Pinhais. Ele conta que começou a jogar o Jogo do Tigrinho porque viu uma influenciadora divulgando.

“Eu não acreditava nessas coisas, aí coloquei um dinheiro e realmente ganhei jogando. Fui aprendendo a jogar, peguei as estratégias do jogo”, afirmou.

Ele diz que a partir daí ganhou dinheiro fazendo várias ações e rifas.

“Comecei minha primeira ação e as coisas foram indo, fui pegando credibilidade das ações. Como eu fazia os prêmios e entregava, fui tendo mais clientes e fazendo mais ações e ganhando dinheiro”, contou.

Campelo negou que tenha cometido crimes e não entregado prêmios de rifas. Ele também afirmou que não sabia que jogos como o do Tigrinho não eram legais.

“Eu não esperava isso. Eu nunca fugi da polícia, nem da Lei, porque eu mesmo não sabia que isso era errado”, disse. “Eu nunca fiz lavagem de dinheiro. Todas as coisas que eu tive foram no meu nome, eu nunca comprei nada no nome de ninguém. A questão de formação de quadrilha eu também nego totalmente, porque eles são meus amigos há anos. Mas em questão dos prêmios, eu sempre fiz e entreguei todos os meus prêmios e eu tenho prova de todos”.

Assim como Campelo, Ricardo Nascimento negou que tenha cometido crimes. Ele alega que sempre foi empresário e começou a jogar o Tigrinho por ver grandes influenciadores envolvidos. 

“A vida toda eu sempre trabalhei na parte de empresário, tinha empresas, e não dependia do jogo. Acabei entrando para jogar no jogo, vi que realmente pagava, aí eu comecei a jogar e a divulgar o jogo também”, afirmou.

Leia mais sobre a operação que investiga o Jogo do Tigrinho:

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