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Manifestantes se reúnem na avenida Paulista

THAÍS BILENKY E JOANA CUNHA

SÃO PAULO, SP - Milhares de pessoas se reúnem para protestar contra a corrupção na avenida Paulista neste domingo (4).

A maioria está vestida de verde ou amarelo, e muitos levam cartazes e gritam pedindo "Fora Renan".

Em discurso no carro do MBL (Movimento Brasil Livre ), Fernando Holiday afirmou que o protesto é independente de partidos.

"Pode ser PSDB, PMDB, PT, o povo se cansou", disse Holiday, que se elegeu vereador em São Paulo pelo DEM, em outubro.

"Eles pensaram que a gente ia voltar para casa. Mas vamos voltar às ruas até eles tomarem vergonha na cara". O MBL mantém interlocução com Temer desde a posse, em maio.

Quando um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou o ato, os manifestantes fizeram uma salva de palmas.

Um boneco gigante do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) algemado traz os dizeres "Partido Canalheiro" e o logotipo das principais legendas do país, PSDB, DEM e PMDB inclusive.

Assim como nos protestos a favor do impeachment de Dilma, alguns apoiadores da volta dos militares ao poder cantam o hino nacional vestidos com fardas e segurando cartazes que pedem intervenção.

Em outro ponto da avenida, um fiel da igreja evangélica Sara Nossa Terra afirmou que "Deus não abençoa uma nação corrupta". "Pedimos uma intervenção divina, que Deus coloque a mão no Congresso", completou.

Grupos vieram com cartazes contra o aborto.

O fundador do movimento Quero um Brasil Ético, o ex-delegado e professor de direito Luiz Flavio Gomes, respondeu a perguntas de manifestantes sobre a possibilidade de uma intervenção "civil".

"Tem de achar uma saída pela Constituição, dentro do [artigo] 142, que diz que só se decreta estado de sítio se o país está em comoção social", respondeu, negando que haja "clima" para isso "ainda".

"Temer dá mostras de que não está disposto a combater a corrupção, por exemplo ao não demitir de imediato o [ex-ministro] Geddel [Vieira Lima]."

Mais cedo, protestos foram realizados em ao menos oito Estados —São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Pará e Amazonas—, além do Distrito Federal.

APOIO DE MORO

Na tarde deste domingo, a página do Facebook mantida pela mulher de Moro, Rosângela Moro, compartilhou uma mensagem em apoio às manifestações.

A publicação, originalmente feita pela página "República de Curitiba", usa fotos do juiz e do procurador Deltan Dallagnol para pedir participação nos atos deste domingo.

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