Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Presidente do PT pressiona Viana para adiar votação da PEC do teto

MARINA DIAS

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do PT, Rui Falcão, vai se reunir nesta terça-feira (6) com a bancada do partido no Senado para tentar convencer o vice-presidente da Casa, Jorge Viana (PT-AC), a não colocar em votação a PEC que cria um teto para os gastos públicos, principal bandeira do ajuste fiscal promovido pelo governo de Michel Temer.

O segundo turno da votação está marcada para a próxima terça-feira (13) e, caso aprovada, a medida seria promulgada na quinta (15), de acordo com o calendário chancelado pelo Planalto.

A articulação do PT, porém, é para que esse cronograma não se cumpra caso o senador Jorge Viana (PT-AC) assuma a presidência do Senado a partir desta quarta-feira (7), quando o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) deve decidir sobre o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) do posto, referendando decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello.

Viana, por sua vez, tem dado sinais de que está disposto a seguir o calendário estabelecido na gestão de Renan para evitar "mais turbulências", mas tem sido pressionado por colegas petistas para que não paute a medida e promova, assim, uma derrota ao governo Temer.

Os petistas são contra a PEC do Teto pois argumentam que o proposta vai limitar os gastos com saúde e educação no país, por exemplo, pelos próximos 20 anos, o que é rechaçado pelos aliados de Temer.

Segundo a reportagem apurou, o argumento dos parlamentares do PT é que o "ganho retórico" com o adiamento da votação da PEC do teto será "enorme", mas sem grande prejuízo para o país.

Votar a emenda à Constituição somente no ano que vem, após o recesso, dizem, não traz tanta diferença em termos econômicos mas seria uma vitória simbólica para o partido. Viana, portanto, deveria "empurrar com a barriga" a apreciação da proposta.

Outro argumento dos petistas é que, se pautar a votação de uma das bandeiras de Temer, Viana vai perder apoio da base petista e da militância de esquerda e "deve pensar no seu campo político".

SOZINHO

Caso Viana não paute a votação da PEC, requerimento com assinatura de 21 senadores pode pedir a apreciação da matéria em plenário, mas a votação do requerimento também é decidida pelo presidente.

A base de Temer no Senado é de quase 80% e o próprio PT participou do acordo que desenhou o calendário de votações do fim de ano, inclusive com a PEC.

Agora, dizem petistas, o cenário mudou com a crise e o partido no comando do Senado.

Viana ainda não decidiu o que fazer e disse a aliados que não quer ser "a razão" do adiamento mas pode ser "a consequência".

Grupo do Massa News no WhatsApp

Receba as principais notícias do dia direto no seu celular.

  Entrar no grupo