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Beto Richa é preso novamente, desta vez pela ‘Quadro Negro’

O ex-governador do Paraná Carlos Alberto Richa foi preso novamente na manhã desta terça-feira (19). O mandado de prisão foi cumprido pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e desta vez, dentro da Operação Quadro Negro que investiga o desvio de R$ 20 milhões em obras que deveriam ter sido executadas em escolas públicas do Paraná. A ação de hoje seria, conforme o Gaeco, um desdobramento da Quadro Negro.

Pelo menos outros dois mandados de prisão também teriam sido cumpridos, no entanto, os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados.


Atualização

Os outros dois presos na operação são o empresário Jorge Atherino e o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira.

Quadro Negro

As investigações que culminaram na Operação Quadro Negro apontaram indícios de desvio de cerca de R$ 20 milhões de contratos de obras em escolas públicas do Estado. As obras nunca foram entregues.

Conforme o Ministério Público um setor específico da Secretaria de Educação emitia laudos de supostas vistorias que afirmavam que as obras estavam em andamento e com isso, os pagamentos eram liberados. Acontece, que as obras na realidade, não eram executadas.

A Construtora Valor recebia os pagamentos. O dono da construtora, Eduardo Lopes revelou ao Ministério Público, em delação premiada, como todo o esquema funcionava. Além disso, ele teria relatado também nomes de políticos beneficiados e valores repassados a cada um.

Outro lado

A defesa de Beto Richa se manifestou por meio de nota, em que classifica o caso como "um processo de perseguição ao ex-governador e a seus familiares":

A defesa de Carlos Alberto Richa esclarece que a determinação de prisão exarada hoje não traz qualquer fundamento. Tratam-se de fatos antigos sobre os quais todos os esclarecimentos necessários já foram feitos. Cumpre lembrar que as fraudes e desvios cometidos em obras de construção e reforma de colégios da rede pública de ensino foram descobertos e denunciados pela própria gestão do ex-governador Beto Richa. Por orientação do ex-governador, no âmbito administrativo, todas as medidas cabíveis contra os autores dos crimes foram tomadas. A defesa repudia o processo de perseguição ao ex-governador e a seus familiares; todavia, segue confiando nas instituições do Poder Judiciário. Guilherme Brenner Lucchesi.