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Beto Richa sai da prisão e diz que 'não merecia o que aconteceu'; veja o vídeo

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) deixou a prisão no início da madrugada deste sábado (15). O fato aconteceu após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de liberar da prisão o ex-governador  e também a sua esposa, Fernanda Richa, e mais 13 presos na Operação Radiopatrulha. 

Os investigados foram detidos pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) suspeitos de envolvimento em um esquema de superfaturamento de contratos para manutenção de estradas rurais em troca de propina.

Fernanda saiu da prisão dentro de um carro comum e não falou com a imprensa, já Beto Richa saiu a pé da prisão, falou rapidamente com a imprensa, mas não respondeu a nenhum questionamento. "O que fizeram comigo é uma crueldade enorme, não merecia o que aconteceu. Estou de cabeça erguida. Continuo respondendo a todas as acusações", afirmou.

O ex-governador ainda afirmou que os paranaenses conhecem sua história política e também da família Richa. Ele ainda disse que foram dias de extremo sofrimento, não só pra ele, mas para toda a sua família. 

Após questionar a palavra do delator da operação, Beto Richa afirmou que vai retomar a sua campanha ao Senado e concluiu dizendo que entrou no Regimento da Polícia Montada como um homem honrado e sai de lá da mesma forma.

O caso

Candidato ao Senado nas eleições 2018, Beto Richa foi preso na terça-feira, 11, pela Operação Radiopatrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná. O ex-governador também foi alvo da Lava Jato, que fez buscas em sua residência no mesmo dia da prisão.

A Lava Jato suspeita de ligação do tucano com recebimento de propinas da Odebrecht, que teria sido favorecida em contrato de duplicação da PR-323, no interior do Paraná.

Na Operação Radiopatrulha também foram presos Fernanda Richa, mulher do tucano, Pepe Richa, irmão dele, e Deonilson Roldo. As prisões estão relacionadas a investigações sobre supostos desvios de verbas no Programa Patrulha do Campo, para manutenção de estradas rurais entre 2012 e 2014.

Segundo este inquérito, há indícios de direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Atualização

A assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) informou que os presos que estavam no Complexo Médico Penal (CMP) foram soltos por volta das 2h da manhã deste sábado, em cumprimento de ordem judicial.

Colaboração João Frigério

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