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Eventual candidatura é assunto para ser pensado a partir de março, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 10, que uma eventual candidatura é assunto para ser pensado "a partir do ano que vem, a partir de março". Em evento em Porto Alegre, o ministro voltou a afirmar que está 100% focado em seu trabalho no Ministério da Fazenda, mas deixou a porta aberta. Mais cedo ele já havia falado que "no devido tempo" poderia se pensar em alternativas.

"Como eu já disse, eu no momento estou concentrado na economia, 100% no Ministério da Fazenda. Vamos pensar nesses assuntos a partir do ano que vem, a partir de março", disse Meirelles, quando questionado se sairia candidato nas próximas eleições.

Ocupantes de cargos públicos têm até abril para desincompatibilizar do posto e ficarem aptos a concorrerem nas eleições de 2018.

Candidato 'antimercado'

Na avaliação de Meirelles, a retomada do crescimento econômico reduz o risco de ascensão de um candidato à presidência considerado "antimercado". "Daqui um ano (nas eleições), teremos mais um ano de crescimento. Com o País voltando a crescer, é pouco provável que população volte às políticas do passado. Por isso, acho pouco provável a eleição (de candidato antimercado)", disse.

Respeitado pelos investidores, Meirelles é considerado um dos mais alinhados ao mercado financeiro na lista de possíveis nomes para 2018.

No discurso em Porto Alegre, o ministro da Fazenda reconheceu que o risco de eleição de um candidato contra as ideias pregadas pelos investidores e economistas "sempre existe". Sem citar nomes, Meirelles lembrou, porém, que o passado recente pode afastar eleitores dessa opção.

"A experiência populista foi muito atraente, mas o resultado foi doloroso", disse o ministro, ao comentar que as reformas econômicas apresentadas pelo presidente Michel Temer deveriam ter sido feitas "desde a Constituição de 88". Desde então, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, Meirelles foi presidente do Banco Central.

Aos gaúchos, Meirelles repetiu o discurso de que o "trabalho de recuperação da economia exige foco integral". "Estou focando sempre nesse trabalho da economia, do Ministério da Fazenda. No devido tempo, pode-se pensar em alternativas", disse.

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