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Mais de R$ 3 milhões foram gastos em projetos e, é provável que a obra não saia do papel

(Projeto do Metrô - Foto: Divulgação) - Metrô Curitibano pode ficar só na promessa
(Projeto do Metrô - Foto: Divulgação)

O sonhado metrô curitibano, que já foi tema de campanha eleitoral (mais de uma vez), pode novamente entrar na lista das promessas, desta vez, para a candidatura à reeleição do atual prefeito.  As informações divulgadas pelo líder da oposição na Câmara de vereadores, dão conta que “apenas em projetos, já foram gastos R$ 3 milhões, mas a obra mesmo, está cada vez mais distante de sair do papel”.

Conforme o vereador, um pedido de informações à Prefeitura de Curitiba foi efetuado, justamente sobre os projetos e a prometida obra, mas, a resposta, “foi bastante genérica”, segundo o vereador. No requerimento, foram questionados o Plano de Mobilidade Urbana, prazos de entrega da obra e também se a população foi ouvida no processo, uma vez que se trata de uma ‘grande obra’ que com certeza gera impactos na cidade. “Na resposta, o prefeito Gustavo Fruet abordou, de maneira genérica, os questionamentos. Disse que sim, houve participação da população e da comunidade organizada”, relata o vereador, que destacou que, “não foi explicado como, quando e onde se deu ou se dará esta consulta”.

Além disso tudo, pelas circunstâncias, é bem provável que a obra não seja iniciada neste ano, já que “não há dinheiro, pois, a verba para a implantação viria do Governo Federal, através do BNDES”. “A obra foi orçada em R$ 4,7 bilhões há três anos. Desde então, apenas projetos foram elaborados, para que a obra comece realmente é preciso que o Governo Federal conceda os reajustes orçamentários pedidos pela Prefeitura”, relata. “A nota da Prefeitura diz que o prefeito esteve em Brasília por duas vezes nos últimos meses, negociando o reequilíbrio nos contratos de financiamento da obra, mas, de concreto, só trouxe promessas”.

Para o vereador, diante da atual conjuntura econômica e política, o metro corre risco de “entrar no rol de lendas curitibanas”. “E, estará viva na campanha eleitoral deste ano, como esteve na eleição de quatro anos atrás”.

Efetivo

Do valor de R$ 3 milhões gastos nos projetos, de concreto, conforme o vereador, há apenas o logotipo da empresa “Metrô Curitibano”, que vai deve gerir a obra e, depois da sua conclusão, o sistema como um todo, substituindo a Urbs. “Grande parte dos recursos para a construção do metrô de Curitiba vem de um convênio entre a Prefeitura e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que pertence ao Governo Federal”, explica.

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