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Mais dois doleiros têm prisão decretada por lavagem para grupo de Cabral

Mais dois doleiros acusados de participar do esquema de corrupção liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), tiveram a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira, 20. Sergio Martins Reinas foi detido em um apartamento na rua da Consolação, em São Paulo. Nissim Chreim, que também tem casa em São Paulo, está foragido.

Eles são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e participação em organização criminosa. Também são investigados a mulher de Chreim, Thania Chreim, alvo de outro mandado de prisão preventiva, e o filho do casal, Jonathan Chreim, contra quem a Justiça expediu ordem de prisão temporária. Até o final da tarde desta quarta-feira, os dois permaneciam foragidos.

Segundo o procurador da República Felipe Bogado, Reinas e Chreim atuavam no mesmo esquema de doleiros desvendado a partir da colaboração de Vinícius Claret, o Juca Bala, e Cláudio Barboza, o Tony. Essa dupla foi presa no Uruguai em março de 2017, em dezembro daquele ano foi trazida para o Brasil e então firmou acordo de delação premiada.

A partir das informações prestadas pela dupla, 45 ordens de prisão foram expedidas em maio de 2018, quando a Polícia Federal e o MPF realizaram a Operação Câmbio Desligo. Desse grupo, 11 pessoas continuam foragidas, entre elas Chaya Mughrabi, sobrinho e sócio de Chreim.

As participações de Reinas e Chreim foram descobertas pelo MPF no decorrer dessa investigação - daí a operação de hoje ser chamada de Câmbio Desligo 2.

Entre 2011 e 2014, Reinas teria realizado operações de lavagem de dinheiro no total de R$ 27 milhões, acusa o MPF. Entre 2011 e 2016, Chreim movimentou US$ 22 milhões de dólares (cerca de R$ 82,5 milhões), estima o mesmo órgão. Segundo o MPF, esses valores se referem apenas a esse período, e o valor total movimento pelos dois doleiros no esquema pode ser muito maior.

Os dois doleiros lavavam dinheiro pelo sistema de dólar cabo, tanto atendendo pessoas que tinham dinheiro ilegal (normalmente originário de propina) no Brasil e queriam enviá-lo para o exterior como pessoas que tinham dinheiro no exterior e queriam recebê-lo ilegalmente no Brasil.

A mulher de Chreim é acusada pelo MPF de administrar empresas no exterior usadas no esquema. O casal teria firmas no Panamá, onde chegou a declarar residência fixa.

O filho do casal, Jonathan, é acusado de administrar os negócios do pai quando Chreim saiu do Brasil, em dezembro de 2017.

Segundo o procurador Bogado, embora tenha passado temporadas no exterior, a família veio para o Brasil recentemente e planejava sair do País na próxima sexta-feira, 22. Por isso, o MPF reuniu as provas já obtidas e pediu as ordens de prisão antes. Embora Chreim, sua mulher e o filho estejam foragidos, para o MPF eles continuam no Brasil.

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