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Ministro do TCU e deputado do PT são alvos da Lava Jato

(Foto: Divulgação) - Ministro do TCU e deputado do PT são alvos da Lava Jato
(Foto: Divulgação)

O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Vital do Rêgo e o deputado Marco Maia (PT-RS) são alvos da nova fase da Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira (5) pela Polícia Federal.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou busca e apreensão para coleta de provas em endereços tanto do ministro quanto do parlamentar em um inquérito da Lava Jato.

A investigação foi aberta em maio com base na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral que cita o envolvimento de Rêgo e Maia na CPI da Petrobras.

Vital do Rêgo e Maia eram, respectivamente, presidente e relator da CPI mista da Petrobras e foram acusados por Delcídio de cobrança de "pedágio" na comissão para beneficiar empreiteiros e não convocá-los para depoimentos.

No pedido de abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que os fatos narrados pelo senador cassado indicam crimes de concussão ou corrupção passiva.

A PF cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília, Porto Alegre, Canoas (RS), João Pessoa e Campina Grande (PB).

Atualização

A PF divulgou a seguinte nota na manhã desta segunda-feira (5):

"A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e Receita Federal do Brasil, deflagrou hoje (5/12) a Operação Deflexão que tem como objetivo o cumprimento de mandados expedidos pelo ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal, referentes ao inquérito 4261 instaurado no âmbito da Operação Lava Jato.

Estão sendo cumpridos nove mandados judiciais em Brasília/DF, Paraíba e Rio Grande do Sul nos endereços pessoais, funcionais e empresariais relacionados a um deputado federal e a um ministro do Tribunal de Contas da União, respectivamente, relator e presidente Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras, instalada em 2014.

O inquérito apura se parlamentares teriam solicitado a empresários contribuição financeira para que não fossem convocados a prestar depoimento na CPMI. Os executivos afirmam ter repassado valores superiores a R$ 5 milhões para evitar retaliações e contribuir para campanhas eleitorais.  

O nome da operação faz referência ao verbo defletir, que significa provocar mudança ou alteração no posicionamento normal de algo. Uma alusão ao fato de que, mediante propina, empreiteiros investigados passaram à condição de blindados de uma eventual responsabilização."

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