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Ministro participa de sessão na Câmara e escuta reclamações

(Foto: Rodrigo Fonseca/CMC) - Ministro participa de sessão na Câmara e escuta reclamações
(Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, esteve na Câmara Municipal de Curitiba nesta segunda-feira (13). Ele, que assumiu o ministério em maio do ano passado, participou da sessão plenária e conversou com os vereadores. Entre os assuntos abordados por Barros estão o orçamento do Governo Federal, o Programa Mais Médicos e o Sistema Único de Saúde. Ele ainda ouviu uma reclamação dos vereadores.

A fala de medicamentos nas unidades de saúde foi abordada com o ministro. O vereador Mestre Pop (PSC) afirmou que visitou as unidades da região sul de Curitiba e ouviu dos pacientes que pelo menos 20 remédios estão em falta. Ele afirmou ainda que a estrutura que encontrou mais defasada é a Palmeiras, no bairro Tatuquara. “Não adianta ter bom atendimento e não encontrar remédio”, afirmou.

“Se é lá da unidade básica, é problema do Município. Se for de alto custo pode ser do Ministério”, apontou Barros. Ele disse, ainda, que Curitiba não faz parte de um consórcio estadual que compra remédios a preços mais baixos.

Contas públicas

“Essas medidas resultam da eficiência da economia de R$ 1,9 bilhão nos primeiros 200 dias de gestão, que permitiu oferecer mais de 5.933 serviços de saúde em todo Brasil”, comentou Barros, sobre a ação do Governo Federal em relação às contas públicas.

De acordo com ele, pelo menos R$ 1 bilhão foram provenientes da economia na compra de medicamentos, R$ 52,5 milhões em despesas com serviços gerais, R$ 166,1 mi com redução de contratos de informática e R$ 26 milhões em reforma administrativa. “Temos feito um grande esforço, cortamos 300 cargos comissionados e a maior economia foi na compra de remédios. Substituímos o remédio para a AIDS pelo mais moderno do mundo e conseguimos um desconto de 70% para a compra dele”, exemplificou.

Mais Médicos

O ministro falou ainda sobre a relação dos profissionais com o programa Mais Médicos, especialmente a atuação dos médicos cubanos. “Fizemos agora uma chamada, para brasileiros, e 8.700 compareceram para 1.400 vagas, sinal de que temos brasileiros no mercado pra ocupar. Chamados esses 1.400, 600 já não querem, passam, mas chegam lá e 'não dá pra reduzir a carga horária', 'não dá pra não trabalhar?' E não é possível”, revelou.

“Por isso que o povo gosta do cubano. O cubano vai lá, fica das oito às seis da tarde, sábado e domingo, come churrasco com a turma, fica o dia inteiro à disposição da população, é esse o tratamento diferenciado que faz com que a aprovação do programa Mais Médicos seja 95%. Mas nós vamos insistir em dar oportunidade aos brasileiros”, complementou.

Ele revelou ainda dados do programa no Paraná, onde atuam 1.034 profissionais em 318 municípios. Em Curitiba são 53 profissionais e 18.240 em todo o Brasil. Barros afirmou que 4 mil médicos cooperados que trabalham hoje no país serão substituídos, nos próximos três anos, por médicos brasileiros. “Há um edital em andamento para a contratação de 1.624 novos médicos, sendo que mil dessas vagas estavam ocupadas por cubanos”, falou.

Repasses

Entre as alterações da administração, Ricardo Barros falou dos repasses de recursos federais para atendimento do SUS, que passam a ter apenas duas modalidades. “Nós tínhamos 800 tipos de transferências de recursos para estados e municípios. Cada município tem o seu plano municipal de saúde. Não tem sentido sair lá de Brasília uma ordem de que tem que usar o dinheiro de uma mesma maneira. Encerramos isso e só haverá repasse para custeio e para investimento. O prefeito faz o que quer com o dinheiro e presta contas aos senhores [vereadores] e ao conselho municipal. A autonomia dos municípios é fundamental para termos mais qualidade na saúde”, pontuou.

Colaboração Câmara Municipal de Curitiba