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MPF: não há indício de qualquer crime eleitoral no âmbito desta investigação

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) diz não ver qualquer indício de crime eleitoral no âmbito da investigação que resultou a prisão do ex-presidente Michel Temer. A declaração foi dada pelo procurador Eduardo El Hage, um dos responsáveis pela operação, em coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal.

Ao serem questionados sobre se os recursos desviados pela organização liderada por Temer haviam sido usados para compra de apoio parlamentar, os procuradores disseram não haver elementos que comprovem esta ligação.

O procurador José Vagos negou também que houvesse elementos que ligam o caso de Temer ao de esquema do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. "Não há ligação que não a da questão partidária", disse.

Esquema ativo

De acordo com El Hage, o esquema chefiado por Temer já dura ao menos 40 anos e movimentou ao longo dos anos um total de R$ 1,8 bilhão.

Em coletiva de imprensa conjunta, El Hage e os procuradores José Vagos e Sergio Pinel ressaltaram haver indícios de que a organização que Temer liderava mantinha as atividades até hoje. De acordo com os procuradores, há indícios de que estatais que firmaram contratos com empresas que faziam parte do esquema permaneciam pagando propina. "A organização criminosa adotava o parcelamento de propina por vários e vários anos", disse Pinel na coletiva.

Um dos indícios apontados pelos procuradores de que o esquema permanecia ativo é a tentativa de depósito de R$ 20 milhões na conta de uma empresa do coronel João Batista Lima Filho, apontado como um dos operadores de Temer, em outubro de 2018.

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