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Procurador afirma que ‘recursos volumosos eram lavados de forma sistemática pelos suspeitos’

(Foto: Paula Schreiber / Massa News) - Força-tarefa da Lava Jato revela detalhes da 36ª fase
(Foto: Paula Schreiber / Massa News)

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (10), a Força-tarefa detalhou a 36ª Fase da Operação Lava Jato. De acordo com o procurador Roberson Henrique Pozzobon, basicamente, o que ocorria era um grande e sistemático esquema de lavagem de dinheiro, promovido por meio de contratos falsos. Foram expedidos mandados de prisão preventiva para os operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, sendo que este último está fora do país e Assad já estava preso por envolvimento com outras fases da mesma operação.

A Força-tarefa também relatou que a participação de Adir Assad ia além das operações já investigadas. Foi destacado que que o escritório de Tacla Duran lavou dinheiro para diversas empreitas. “Eram recursos volumosos que eram lavados de forma sistemática”, disse Pozzobon.

Há indícios de envolvimento de diversas empresas e agentes públicos em diversos esquemas. Apenas a UTC teria realizado R$ 56 milhões em contratos com o escritório de Tacla Duran. Hoje foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. Toda a documentação coletada será juntada às investigações. Duas empresas paranaenses são suspeitas de envolvimento no caso, a Triunfo e a Econorte. Conforme a polícia, Tacla Duran recebeu R$ 2,161 milhões da Triunfo; R$ 1,712 milhões da Econorte e R$ 1,5 milhão da Triunfo Participações. As transações ocorreram entre os anos de 2011 e 2013. O procurador enfatizou que “a natureza desses recursos ainda precisa ser esclarecida”. “Os contratos não tinham nenhuma finalidade, apenas lavar dinheiro”, afirma.

(Foto: Paula / Massa News)(Foto: Paula Schreiber / Massa News) 

Durante as investigações, colaboradores da Lava Jato revelaram que “ Tacla Duran atuou por muitos anos junto com o setor de operações estruturadas da Odebrecht, operando 12 contas no exterior. Por conta do bom relacionamento com diversos operadores e empreiteiras, o advogado era o elo entre corruptores e os corrompidos”. “Possivelmente os documentos apreendidos em suas empresas trarão muitas informações úteis às investigações”, disse. “O conjunto de provas contra os envolvidos nesta fase é bastante robusto”, destaca.

Odebrecht

Os valores envolvidos na lavagem de dinheiro da Odebrecht ainda é uma incógnita e não foram sequer estimados. O procurador afirmou que os investigadores dependem de informações de instituições bancárias no exterior. “O que demora mais é que depende de acordos de colaboração”.

Nome

A 36ª fase recebeu o nome de “Operação Dragão” e foi intitulada dessa forma, em referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de “operação dragão” os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior.

Colaboração Paula Schreiber