Quociente eleitoral e quociente partidário: entenda como os deputados são eleitos

Neste domingo (2), os brasileiros vão às urnas para votar para deputados federais, estaduais, senadores, governadores e o presidente da República. São mais de 156 milhões de brasileiros aptos a votar.

No caso da eleição de senadores, governador e presidente, quem vence o pleito é quem conseguir mais votos, no sistema chamado voto majoritário. Para o Executivo, o candidato mais votado precisa atingir mais de 50% dos votos válidos. Caso contrário, a eleição vai para o segundo turno.

Já a eleição de deputados federais e estaduais é diferente, pois o sistema é o voto proporcional, que depende do quociente eleitoral e o quociente partidário.

O quociente eleitoral é definido pela soma do número de votos válidos (votos de legenda e votos nominais, excluindo-se os brancos e os nulos), dividida pelo número de cadeiras em disputa. Apenas partidos isolados que atingem o quociente eleitoral têm direito a alguma vaga.

Definida esta parte, é analisado o quociente partidário, que é o resultado do número de votos válidos obtidos, pelo partido isolado ou pela coligação, dividido pelo quociente eleitoral. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas.

Havendo sobra de vagas, divide-se o número de votos válidos do partido ou da coligação, conforme o caso, pelo número de lugares obtidos mais um. Quem alcançar o maior resultado assume a cadeira restante.

Depois dessas etapas, verifica-se quais são os mais votados dentro de cada partido isolado ou coligação. Disso decorre a importância de se pensar a conveniência ou não de formar coligações.

Assim, antes de definir os deputados estaduais e federais eleitos, é preciso saber quais foram os partidos políticos vitoriosos para assim, dentro de cada agremiação que obteve um número mínimo de votos, verificar quais foram os candidatos mais votados.

Saiba tudo sobre as eleições:

Com informações do TSE