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Servidores desocupam Plenário e sessão é suspensa até segunda

- Servidores desocupam Plenário e sessão é suspensa até segunda

Após cerca de seis horas de ocupação, servidores municipais de Curitiba deixaram o Plenário da Câmara Municipal. O Palácio Rio Branco amanheceu cercado por policiais e foi tomado por volta das 10h. 

Ao longo do dia, a juíza Patrícia Bergonse, da 5ª Vara de Fazenda Pública, concordou com o pedido de imissão de posse movido contra os sindicatos do funcionalismo para liberar o Palácio Rio Branco. A magistrada, pela reincidência do episódio, ampliou a multa a ser aplicada caso eles permanecessem no prédio de R$ 50 mil para R$ 100 mil. 

Diante dos protestos, o presidente do Legislativo, Serginho do Posto (PSDB), comunicou em coletiva de imprensa que as sessões plenárias estão suspensas até a próxima segunda-feira (26). “É hora de recompor o diálogo entre a situação e a oposição”, disse Serginho, afirmando que depois da terceira invasão do plenário, e oito sessões canceladas, “o Legislativo precisa trabalhar”.

Após as negociações, os sindicatos que representam os servidores decidiram suspender a greve da categoria até a próxima segunda feira (26) quando deve ser retomada a votação do Plano de Recuperação de Curitiba. A votação de quatro projetos do Pacote estava na pauta da sessão desta terça feira (20) quando os servidores ocuparam a Casa. 

"A urgência não é minha"

Enquanto os servidores desocupavam a Câmara Municipal, o prefeito Rafael Greca concedeu uma entrevista ao repórter da Rede Massa, Jairo Nascimento. Greca repetiu que os servidores não vão ser prejudicados pelas medidas do pacote. No entanto, alertou sobre as consequências caso os projetos não sejam aprovados. Segundo ele, a cidade iria começar a "desligar". Serviços podem ser prejudicados e o pagamento dos servidores pode ser afetado. 

O prefeito afirmou que o regime de urgência da tramitação dos projetos não vai ser retirado. "De maneira nenhuma, porque a urgência não é minha, a urgência não é dos vereadores. A urgência é da cidade. Eu tenho que pagar os hospitais, manter a limpeza pública, dragar os rios, pavimentar as ruas,educar as crianças, alimentar as crianças e sobretudo não atrasar o salário dos 32 mil servidores municipais", disse.  

À Rede Massa Greca disse ainda que as manifestações contra o pacote têm apenas caráter político. "A greve é o terceiro turno da eleição. É uma marcação de posição ideológica de uma gente que não entende que Curitiba é maior do que os sindicatos", atacou. 

Colaboração: Jairo Nascimento/Rede Massa.