Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Transporte coletivo é tema de três projetos protocolados na CMC

(Foto: Arquivo / SMCS) - Transporte coletivo é tema de três projetos protocolados na CMC
(Foto: Arquivo / SMCS)

O ano de 2017 mal e começou e já promete várias discussões sobre o sistema de transporte coletivo de Curitiba na Câmara Municipal. Em poucos dias, três projetos que tratam do assunto foram protocolados na Casa.

Duas propostas foram apresentadas pelo vereador Bruno Pessuti (PSD) e tratam da gestão do sistema. Ele propõe que o pagamento às empresas pelo serviço seja realizado por quilômetro rodado.

“Se o custo [do transporte público] é calculado por quilômetro, a remuneração a quem presta o serviço tem que ser paga conforme essa lógica. É como se o taxista ganhasse por passageiro transportado, e não de acordo com quanto rodou“, argumenta.

De acordo com ele, o método utilizado atualmente para a remuneração – que considera no cálculo o número de passageiros transportados - não é transparente e teve diversas falhas apontadas na CPI do Transporte, realizada na Câmara. “A própria planilha da Urbs calcula o custo do transporte coletivo conforme a quilometragem, e daí esse valor e a média de passageiros são utilizados para calcular a tarifa técnica. Mas o que está acontecendo é que o número de pessoas transportadas está caindo ano a ano, o que gera um aumento proporcional do preço da passagem”, diz.

A outra proposta de Pessuti é solicita a implantação do bilhete único, ou seja, a cobrança de uma tarifa pelo período em que o passageiro utiliza o sistema de transporte. É uma forma de bilhetagem que existe em diversas cidades do mundo. O usuário pode embarcar em tantos ônibus quanto forem necessários, dentro do período de tempo em que for válido. No diário, por exemplo, o prazo é de 24 horas”, explica o vereador.

Prioridade

Já o projeto do vereador Helio Wirbiski (PPS) volta a ser tramitado para sugerir que todos os assentos dos ônibus se tornem preferenciais a pessoas idosas, gestantes, deficientes ou com crianças de colo. De acordo com ele, o número de bancos prioritários disponíveis não é suficiente.

“Os idosos, por exemplo, estão mais propícios ao desequilíbrio, devido à fragilidade ocasionada pela idade, principalmente quando colocados em situação de risco, como freadas bruscas ou colisões, assim como as pessoas com deficiência e crianças”, comenta.

“É de conhecimento da população que não são raros os casos em que jovens não cedem lugar para gestantes ou idosos por se acharem no direito a um assento por serem pagantes. Não se trata apenas de uma questão de direito, mas de respeito, de solidariedade ao outro que se encontra em desvantagem em relação aos que apresentam melhores condições físicas”, argumenta Wirbiski.

Colaboração Câmara Municipal de Curitiba