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Vereadores aprovam moção de apoio a estagiário demitido após postagens machistas

Em regime de urgência, a Câmara Municipal de Londrina aprovou moção de apoio a Filipe Vaz (PSC), demitido da construtora em que fazia estagio, em Maringá após publicar no Facebook mensagens que foram consideradas machistas. O requerimento foi feito pelo vereador Filipe Barros e aprovado na última sessão legislativa por 17 dos 19 vereadores. Apenas dois se abstiveram, Rony Alves (PTB) e Vilson Bittencourt (PSD).

Pelo Facebook, o vereador defendeu seu apoio ao estagiário. Conforme Filipe, “o caso marca o cerceamento da liberdade de expressão”. “Grupos extremistas forçaram uma empresa a demiti-lo, porque não aceitam a liberdade de expressão”, disse. “A Câmara é uma Casa democrática e tem o dever de garantir a liberdade de expressão”.

Sobre o fato de o caso ter sido registrado em Maringá, o vereador diz que não importa o local. “A liberdade de expressão tem que ser defendida sempre. Se fosse no Nordeste, ou em outro local, nós também teríamos o dever de defender isso”, afirma.

O requerimento que tem o número 31/2017 relata que: “a Câmara se sensibiliza profundamente com o estagiário que, por exercer o seu direito constitucional de liberdade de expressão nas redes sociais, foi demitido em virtude da pressão exercida por movimentos feministas”. O documento segue afirmando que “o politicamente correto tem moldado as relações e interferido nas liberdades individuais”.

O pedido de urgência foi justificado pela repercussão do caso, que aconteceu no dia 8 de fevereiro.

Apoio

Única mulher entre os vereadores, Daniele Ziober (PPS), que também é presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Casa, votou favorável a moção. No entanto, na sequência ela destacou que houve um equívoco e retirou o voto. “Como ainda estou me ambientando com o regimento da Casa, não tinha conhecimento se podia pedir um tempo para analisar o requerimento e acabei votando sem saber”, disse.

Ela também criticou a atitude do colega, que colocou o pedido em regime de urgência. “O que ele fez é um absurdo”, afirmou. “Como mulher e vereadora sou contrária a atitude do estudante e a moção de apoio”, destaca.

Entenda

Em 31 de janeiro o então estagiário da Construtora, publicou uma foto de um caminhão carregado de cimento e o seguinte texto no Facebook: “Procurando alguma feminista para ajudar a descarregar... Direitos iguais até chegar a carga de cimento”.

Em outra postagem , ele aparece na foto olhando uns papeis e o seguinte texto: “analisando um projeto hidrossanitário da rede de esgoto por onde vai passar os argumentos das feministas, aborteiras, etc (sic)”.

A repercussão foi enorme e pelas redes sociais a construtora na qual ele era estagiário emitiu nota repudiando a atitude e classificando as mensagens como sexistas e extremistas. Ele acabou demitido.

O rapaz disse que “foi apenas uma brincadeira mal entendida, pediu desculpas às pessoas e afirmou que não tinha a intenção de ofender ninguém”.