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Plantio de três mil árvores irá retirar 488 toneladas de carbono da natureza

Área de Conservação Destino Verde (Foto: Arquivo DV1) - Corredor da Biodiversidade em Foz receberá três mil mudas de árvores
Área de Conservação Destino Verde (Foto: Arquivo DV1)

A empresa Destino Verde (DV) irá plantar três mil mudas de árvores no Corredor da Biodiversidade Santa Maria, que liga o Parque Nacional do Iguaçu à faixa de reserva florestal do Lago de Itaipu, em uma área de até dois hectares.

A prática faz parte da certificação de empresas e eventos que participaram do programa de compensação de gases poluentes emitidos na atmosfera durante o ano de 2016. Com essa ação, aproximadamente 488 toneladas de carbono serão retiradas da natureza, resultado das atividades de empresas como a concessionária Cataratas S/A, Hostel Bambu, Festival de Turismo das Cataratas, Sinduscon, e da Meia Maratona das Cataratas.

O evento será realizado no dia 10 de dezembro, a partir das 16h30. A DV é especializada em desenvolver projetos e inventários de compensação de poluentes emitidos na atmosfera, e está instalada no Iguassu Coworking, em Foz do Iguaçu.

Indicadores de sustentabilidade

De acordo com o relatório do Estado da Alimentação e da Agricultura 2016, divulgado em outubro pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), apenas em 2014 o Brasil emitiu 441,905 bilhões de toneladas de gás carbônico. A terceira edição das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil, divulgada em 1º de dezembro pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, demonstrou que o setor energético é responsável por 37% do total de emissões de gases de efeito estufa; a agropecuária por 33%;  o uso da terra por 18%;  processos industriais participam com 7%; e 5% correspondem à gestão de resíduos sólidos – lixo.

Mesmo com números alarmantes, o Brasil emite 70 vezes menos GEE do que a média mundial, segundo o Ministério de Minas e Energia. O país é signatário do compromisso assumido na Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP 22), em reduzir 37% das emissões de gases do efeito estufa até 2025. As medidas iniciam-se em 2017 e uma das formas de se conseguir atingir essa meta pode ser com o inventário e a compensação de carbono.

Sendo assim, o biólogo e sócio-diretor da DV, Leonel Rodrigues, acredita que se os representantes de empresas começarem a pensar em um modelo de negócio com atenção à sustentabilidade, será possível obter economia e rendimento, além de aliar condutas ecológicas que respeitem a conservação e preservação do planeta. “Ser sustentável é mais barato”.

A compensação de gases é uma das medidas mais utilizadas por grandes empresas que têm responsabilidade social e que assumem o compromisso de contribuir para o combate às alterações climáticas em que, nessa equação, todos saem ganhando. Rodrigues explica que a cada sete árvores plantadas, aproximadamente uma tonelada de carbono é retirada da atmosfera.

Parcerias

O Programa Destino Verde tem parceria com um projeto ainda maior desenvolvido pelo WWF Brasil, com o objetivo de recompor as florestas de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta. As mudas plantadas provêm de uma parceria com o viveiro de mudas da Itaipu Binacional e foram selecionadas espécies nativas da nossa região.

Camila Graciotim, bióloga e sócia da DV, conta que o inventário de emissões pode ser adaptado a qualquer formato de negócio, inclusive a eventos. 

“Nós contabilizamos o impacto que o evento gerou e convertemos em número de mudas que serão plantadas ao final de cada ciclo anual”. A bióloga conta que em 2017 a DV será membro do GHG Protocol Brasil. 

“Seremos uma das empresas membros que irão ajudar nas estratégias que o país vai adotar para reduzir as emissões de poluentes”. As ações de sustentabilidade que a DV implantar em 2017 receberão o selo de GHG, que é uma ferramenta utilizada para entender, qualificar e gerenciar as emissões de GEE do planeta.

Benefícios 

Para as empresas, as ações sustentáveis são valiosas, pois, além de melhorarem a imagem da corporação diante da sociedade, quando os colaboradores veem essa postura do local onde trabalham, ficam mais orgulhosos e satisfeitos. Leonel explica que as empresas que adotarem ações como essas serão referência no mercado, pois irão antecipar as obrigatoriedades que o governo irá implantar.

Programação

A apresentação do projeto e a entrega dos certificados de compensação e participação no Programa Destino Verde 2016 acontecem no dia 10 de dezembro (sexta-feira), no auditório da Cataratas do Iguaçu SA - Parque Nacional do Iguaçu. As boas-vindas começam às 13h30, no Centro de Recepção de Visitantes do PNI. A partir das 14h, os inventários das empresas participantes serão apresentados, com pausa para um coffee-break, às 15 horas. O deslocamento para a área de recomposição florestal será às 15h30, com previsão para começar o plantio às 16h30.

De acordo com Leonel, representantes e autoridades das empresas envolvidas irão fazer o plantio simbólico das mudas. “Nós trabalhamos o ano inteiro, esse é o momento que esperávamos. O plantio de mudas nos impulsionou de alguma forma a ajudar o planeta e a sociedade onde vivemos. No final de todo esse processo, percebemos que estamos em parceria com as empresas para cuidar do lugar  onde vivemos,  e isso nos dá uma sensação de dever cumprido”.

Iguassu Coworking

A Destino Verde está no Iguassu Coworking, um espaço de escritório colaborativo e inteligente. 

“A nossa empresa veio para o Iguassu Coworking depois que a Camila passou a ser minha sócia. Eu senti a necessidade de estar em um escritório, de sair de casa, mas não era viável alugar uma sala comercial e assumir todos os custos sozinho. Aqui eu tenho um ambiente onde consigo mais networking, mais negócios e visibilidade”, explica Leonel.

Para Camila Graciotim, o Iguassu Coworking é uma solução sustentável. “As empresas ainda não buscam um escritório por ser sustentável, mas, por definição, o coworking já é um espaço sustentável, onde você compartilha o mesmo ambiente, ar-condicionado, enfim, todos os recursos de um escritório. A grande vantagem é a economia de custos, que impacta no orçamento e na liquidez da empresa e dos nossos negócios”, explica Graciotim.

Colaboração: Assessoria

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