Paraná será sede de projetos de combate ao tráfico de drogas

O governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Junior se encontrou nesta sexta-feira (28) com o secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Luiz Roberto Beggiora, para discutir novos projetos de segurança para o Estado. Na ocasião, o governador também agradeceu duas novas aeronaves concedidas ao Estado.

Os dois helicópteros recebidos pelo Paraná serão destinados ao uso das polícias Civil e Militar no combate ao narcotráfico. A disponibilização das aeronaves faz parte das ações da Senad, que é vinculada ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública. 

O secretário reforçou que as aeronaves, assim como itens vendidos em leilões públicos, fazem parte de um ciclo de reaproveitamento de bens apreendidos de organizações criminosas, que posteriormente são destinados ao Estado.

Em 2020, o Ministério da Justiça arrecadou R$ 190 milhões oriundos de bens apreendidos. A meta para 2021 é aumentar a cifra para R$ 300 milhões.

Helicópteros

O helicóptero destinado à Polícia Civil é do modelo Bell 407, de 1996, com valor estimado em US$ 1,5 milhão. A aeronave será utilizada pelo Grupamento de Operações Aéreas (GOA) nas ações policiais da PCPR, principalmente no combate ao tráfico na região de fronteira. Atualmente, a liberação para uso do helicóptero está em processo de licitação para as manutenções necessárias.

Já o helicóptero da Polícia Militar é do modelo Robinsom 66, de 2013, estimado em US$ 1,3 milhão. Ele será utilizado pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA/PMPR). A aeronave já passou pelas manutenções necessárias e atualmente está aguardando a assinatura da Secretaria de Segurança Pública no contrato de seguro para sua liberação. 

Projetos

Além das aeronaves, a reunião foi de apresentação de três novos projetos realizados pela Senad que terão seus pilotos implementados no Paraná. O primeiro, chamado Tô de Boa, tem como objetivo prevenir o envolvimento de jovens com o tráfico de drogas. “O projeto é pioneiro por tentar prevenir não o uso, mas o envolvimento com o tráfico de drogas”, explicou Beggiora. 

As regiões participantes passam a oferecer oficinas e cursos para desenvolvimento pessoal e capacitação profissional dos jovens, além de ações de mediação de conflitos em locais de alto índice de tráfico de drogas e de violência ligados ao narcotráfico. 

O piloto do projeto será implementado em bairros de Curitiba até setembro. Os locais participantes serão selecionados segundo maior grau de vulnerabilidade de jovens com relação à criminalidade. 

O segundo projeto que o Paraná deve receber é o Cloacina, que realiza uma pesquisa epidemiológica em esgotos para identificação de drogas. Através dos resultados, o poder público tem acesso a informações básicas sobre consumo de drogas variadas, o que ajuda no combate ao narcotráfico.

“Mapeando onde está sendo descartada a droga in natura, é possível identificar onde ficam laboratórios dessas drogas, por exemplo”, explicou o secretário. Curitiba e Região Metropolitana serão o foco desta ação, estimada para começar em dezembro. 

Por fim, o terceiro projeto, Drogômetro, faz a detecção do uso de substâncias psicoativas no trânsito – assim como o bafômetro, porém com possibilidade de identificar outras drogas além do álcool. Com a iniciativa, a Secretaria visa reduzir o número de acidentes nas áreas urbanas e nas rodovias estaduais e federais.

A estimativa é implementar o Drogômetro até o fim do ano em rodovias federais, e em 2022 na área urbana da Capital.

Informações da Agência Estadual de Notícias