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Histórias vividas pelo Caminho de Santiago de Compostela

- Histórias vividas pelo Caminho de Santiago de Compostela

Entrevistamos um viajante, que depois de 8 anos vivendo na Europa, saiu da cidade de Zwolle, na Holanda, para iniciar uma experiência inigualável pelo Caminho de Santiago de Compostela, onde deu o primeiro passo da cidade de Saint Jean Pied Port, na França.

Fizemos algumas perguntas para ele, onde relatou o que viveu, e deu algumas dicas para quem quer se aventurar e seguir por um dos atrativos mais interessantes do Mundo.

Vamos caminhar com ele?

O que fez você querer fazer o Caminho de Santiago?
Fui procurar aventura. Busquei por desafio e experiência.
E bem na verdade, eu queria me tornar uma inspiração para minha filha Yasmin.

Como foi seu planejamento para começar?
Não planejei muito, além de organizar com as datas e partidas. Mas para ter uma ideia, nem mochila eu tinha, e tive que pegar uma emprestada.
Sem planejamento, cada dia era uma surpresa. Para mim, isso foi um ponto positivo, sem saber inclusive, onde dormiria.

Você fez alguma pesquisa antes de ir?
Apenas das informações que eu precisava para começar e onde iria terminar o Caminho. E acho que isso foi muito especial: a constante descoberta de tudo.

Em quanto tempo você fez?
Demorei 1 mês e 1 semana.

Qual o maior desafio?
No início quando eu senti fortes dores no meu corpo por não ter feito treino, e nenhum preparo. No segundo dia quando meu corpo esfriou, depois da caminhada, sentia muitas dores nos braços e não conseguia andar.

O que foi mais incrível?
Os amigos, os lugares, a atmosfera, que só senti e vivi estando lá.

O que te surpreendeu?
Eu me surpreendi comigo mesmo. Porque comecei a dar valor a coisas simples, ao que normalmente não damos. As coisas naturais, e a própria vida. Tudo aquilo que é fora à internet e é de verdade.
Me surpreendi com o fato de ainda ter tantas coisas a descobrir, e que está tudo tão perto, esse conhecimento. Porque muitos de nós somos cegos, sendo que essa percepção só existe para quem a procura.

Onde você se hospedou e se alimentou?
Me hospedei nos hostels para peregrinos. E me alimentava nos bares, nos restaurantes pelo caminho. Fazia muito sanduíche de queijo e presuntos, e levava torta de batatas.
O custo de hospedagem: 5 a 10 euros por noite. E comida em média de 5 a 10 euros também, por dia.

Você faria novamente? Como? Mudaria alguma coisa?
Faria. Só não sei se novamente o mesmo trajeto, ou outros com o mesmo formato e intuito.

Dos peregrinos que você conheceu? Algum te marcou mais?
Sim. Foram muitos, cada um com sua história, marcou de uma forma diferente. Mas de todos os peregrinos, dois deles se tornaram grandes amigos. São 2 jovens de Singapura que tenho contato até hoje.

Alguma dica importante para quem quer fazer o Caminho como você?
Tenho várias.
Leve roupas leves. O menos que puder na mochila. E vaselina para os pés para não dar bolhas. Beba água.
Faça o "passaporte peregrino", ele te credencia para dormir nos albergues municipais para peregrinos que geralmente são mais baratos, além de comprovar sua passagem pelo Caminho, dando sua 'compostela'.
Aproveite. E boa viagem.

De alguma forma, histórias lindas como essa nos inspiram. Dá vontade de arrumar a mala e seguir. E se não conseguir viajar nesse momento, pelo menos, lendo relatos de viajantes como ele faz irmos para mais longe.

Relatou Ian Caminotto, 38 anos, aventureiro, paulista.

*fotos do arquivo pessoal Ian Caminotto

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