Cinco tratamentos de reprodução assistida para casais com problemas de infertilidade

O psiquiatra e palestrante brasileiro Roberto Shinyashiki diz que “tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado”, que traduz bem a ideia de como o desejo impulsiona o sonho. E buscar os meios para realizar o desejo torna o sonho mais próximo da realidade. Nesse mês de maio as mães que acreditaram nos seus sonhos e vão comemorar o seu dia ao lado dos filhos tão desejados. “Que elas sejam a inspiração e a luz para tantas outras mulheres tentantes que vivem a angústia da espera pela maternidade, mas não abandonam os seus sonhos”, destaca a Dra. Maria do Carmo Borges de Souza, especialista em Reprodução Humana, da clínica Fertipraxis.

Estudos da Organização Mundial de Saúde apontam que há em torno de 15% dos casais com problemas de fertilidade. A dificuldade de engravidar já é considerada uma doença do sistema reprodutivo. Mas a ciência não para de evoluir e de buscar os meios para ajudar esses casais. Considera-se como infertilidade a dificuldade de um casal obter gravidez no período de um ano tendo relações sexuais sem uso de nenhuma forma de anticoncepção. “Dependendo da idade (principalmente da mulher), esta avaliação de causas se inicia por um período de 6 meses na faixa etária que vai dos 35 aos 39 anos, ou imediatamente, para as mulheres com 40 anos ou mais”, afirma o Dr. Marcelo Marinho.

Outro conceito é da Infertilidade Social, situação em que se busca preservar a possibilidade futura de uma gravidez ou nas situações em que a concepção não pode ocorrer espontaneamente, pois não há os 2 gametas (óvulos e espermatozoides) dentro do projeto parental. É o caso dos casais de 2 mulheres, de 2 homens (que vão também precisar de um útero solidário) e as chamadas produções independentes.

“O processo da reprodução humana não é fácil, às vezes pode não dar certo de início, mas sempre estamos trabalhando para realizar o sonho dos nossos pacientes. É comum vermos casais que estão tentando engravidar há anos, pensam em desistir, mas quando conseguem a gestação, percebem o quanto valeu a pena cada luta que tiveram. Existem diversos tipos de tratamento e cada um deles tem como objetivo fazer o melhor pelo casal que deseja ter o seu filho”, explica o Dr. Roberto de Azevedo Antunes.

Cinco tratamentos de Reprodução Humana para casais com dificuldade de engravidar:

1 – Inseminação Artificial

É a técnica ou procedimento denominado de baixa complexidade. Necessita, para ser indicada, da presença de pelo menos uma das trompas permeáveis e que o homem tenha sêmen com pelo menos 5 milhões de espermatozoides de boa motilidade no final do preparo a que a amostra de sêmen é submetida no laboratório (técnica usando processo de recuperação ou capacitação de espermatozoides). Os ovários são estimulados e acompanhados por ultrassonografia até o momento próximo da ovulação.

A partir daí uma medicação subcutânea marca exatamente o momento da ovulação, que define um período fértil e uma janela de tempo para se fazer a introdução dos espermatozoides móveis selecionados no fundo do útero e na direção das trompas. A inseminação pode ser indicada para casais com alterações leves no sêmen e/ou distúrbios de ovulação, casais homoafetivos femininos ou mesmo mulheres que querem engravidar por produção independente, estes últimos casos utilizando o sêmen do doador.

2 – Fertilização in vitro

Método de reprodução humana assistida classificado entre as técnicas chamadas de alta complexidade. O encontro dos óvulos e espermatozoides, fecundação, que normalmente acontece na trompa, vai ocorrer no laboratório. Por ser “fora do corpo”, vem daí a denominação “in vitro”.

O tratamento envolve o estímulo hormonal do processo ovulatório, acompanhamento de ultrassonografias transvaginais, a coleta dos óvulos sob uma sedação (a mulher dorme em torno de 15 a 20 minutos). Neste mesmo dia o homem colhe o sêmen por masturbação (como se fosse fazer um espermograma) ou a amostra de espermatozoides já deve estar disponível no laboratório (em alguns casos os espermatozoides devem ser buscados diretamente através de uma punção ou mesmo biópsia dos testículos. Esta situação ocorre, por exemplo, quando não há espermatozoides no ejaculado ou há vasectomia prévia).

Os espermatozoides passam por um processo de seleção para se definir os melhores, “aqueles que chegariam nas trompas!”. Promove-se o encontro dos óvulos com os espermatozoides e segue-se a formação e o desenvolvimento dos embriões.

3 – ICSI – Injeção intracitoplasmática de espermatozóides

Técnica de fertilização também de alta complexidade, além do preparo hormonal dos ovários, segue-se um processamento das amostras de sêmen para escolha de um espermatozoide a ser injetado diretamente dentro de cada óvulo. Esta técnica é a melhor opção principalmente para os casos onde os fatores masculinos são muito importantes em relação ao número e motilidade dos espermatozoides.

4 – Doação de óvulos

A FIV com óvulos de uma mulher jovem é o procedimento indicado quando não há mais condições para uma mulher utilizar os próprios. É uma situação delicada entender e aceitar essa limitação temporal. Mas, ao mesmo tempo, é a oportunidade de realizar o sonho da constituição da família quando a natureza estabeleceu um limite fisiológico. Nestes casos, recorremos a um banco de óvulos.

5 – Indução da ovulação

É uma das possibilidades naquelas mulheres sem uma causa aparente para a não-gravidez. A capacidade de induzir ovulações em pacientes anovulatórias foi um dos primeiros e mais importantes passos da endocrinologia reprodutiva. Atualmente existe uma série de agentes capazes de desencadear o desenvolvimento de óvulos, como por exemplo: o citrato de clomifeno, as gonadotrofinas e os inibidores da aromatase. Seu uso é muito difundido devido ao menor custo do tratamento e as menores chances de complicações.

Informações da assessoria de imprensa.