Cirurgiã plástica faz alerta após mulher perder parte do nariz

Durante a última semana, o rosto de Elielma Carvalho Braga, 37 anos, esteticista, ficou conhecido na internet após ela divulgar imagens nas suas redes sociais do resultado da realização de uma alectomia.

O procedimento foi realizado por um dentista em julho de 2020 e cerca de uma semana depois a paciente começou a ter fortes dores no local, sofreu uma necrose (morte do tecido orgânico) e perdeu parte do nariz. Desde então ela já passou por mais de 13 cirurgias, incluindo um enxerto com parte da cartilagem da orelha, para tentar resolver o problema.

A alectomia é a redução das abas nasais indicada quando a largura do nariz incomoda o paciente. Pode ou não ser realizada junto com a rinoplastia, cirurgia realizada para melhorar o perfil, alterar a ponta ou diminuir o osso do nariz, a fim de deixar o rosto mais harmonioso. 

O Brasil voltou a ser o segundo país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo em 2020, quando foram realizados mais de 1.3 milhão de procedimentos estéticos, de acordo com uma pesquisa recente divulgada pela Isaps (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética). O levantamento aponta ainda que as cirurgias no nariz estão entre as 5 mais procuradas pelos brasileiros. 

A cirurgiã plástica Patricia Marques, especialista em cirurgias de cabeça e pescoço e membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) explica que a alectomia é uma cirurgia relativamente simples. “Após uma anestesia local, o médico corta um pedaço das abas nasais e fecha com pontos”.  As complicações podem ocorrer quando há um excesso de ressecção da pele ou quando as abas acabam ficando muito fechadas, dificultando a respiração e gerando a necessidade de novos procedimentos para restaurar a função respiratória. 

A cirurgiã alerta que o primeiro passo para evitar complicações após cirurgias estéticas é antes de tudo procurar um especialista membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Complicações pós-operatórias podem ocorrer em qualquer tipo de cirurgia, mas são muito mais raras quando realizadas por médicos especialistas credenciados”, acrescenta a cirurgiã.