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Infertilidade feminina pode estar ligada à ansiedade e depressão

Redação

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A infertilidade afeta até 80 milhões de pessoas no mundo, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, oito milhões convivem com a condição, que pode estar diretamente associada à ansiedade e depressão. Em meio ao Janeiro Branco, campanha que orienta sobre a necessidade de cuidar da saúde mental, é necessário informar-se sobre essa correlação.

Foto: Freepik

Estudo publicado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos apontou que 50% dos homens e 41% das mulheres que buscam o tratamento de fertilização in vitro foram diagnosticados com depressão. 

Na análise da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), existe uma relação direta entre os quadros. Há casos em que a dificuldade de engravidar interfere na saúde mental dos pacientes. Por outro lado, os medicamentos antidepressivos podem reduzir a libido e, consequentemente, a frequência de relações sexuais do casal.

A orientação da SBRA é que seja realizada uma abordagem multidisciplinar, com profissionais aptos à avaliação da saúde física e mental dos casais com problemas de fertilidade conjugal. 

Sobrecarga emocional da mulher

No dia a dia dos consultórios de ginecologia, observa-se que a dificuldade de engravidar provoca uma sobrecarga emocional nas mulheres mesmo quando a situação de infertilidade acomete o parceiro, o que pode desencadear quadros de ansiedade e depressão.

Autocobrança, pressão de familiares e da sociedade, além do desejo genuíno de ser mãe são os principais motivos que afetam a saúde mental da mulher que enfrenta dificuldades para gestar, como explica a médica ginecologista e especialista em infertilidade Paula Fettback em artigo publicado sobre o assunto. “Independentemente de a causa estar no homem ou na mulher, é sobre ela que ainda recai o peso de aumentar a família”, afirma.

De acordo com a especialista, muitas mulheres se deprimem quando o diagnóstico da infertilidade é dado. A informação é corroborada pelo estudo The prevalence and predictability of depression in infertile women, publicado na revista científica Fertility and Sterility. A pesquisa identificou que os sintomas depressivos são comuns em mulheres inférteis, sobretudo naquelas com diagnóstico definitivo ou que enfrentam o problema há mais de dois anos.

Outro estudo científico, realizado pelos pesquisadores Rafaela Paula Marciano e Waldemar Naves do Amaral e publicado pela revista da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), avaliou os aspectos emocionais no processo de reprodução assistida. “Os pacientes inférteis experimentam profundo sofrimento emocional e distúrbios adaptativos, dos quais a ansiedade e a depressão são os mais comuns”, alerta o artigo. 

Para Fettback, quando a infertilidade é somada aos problemas emocionais, o acolhimento e o tratamento psicológico são fundamentais. Para isso, ela também aconselha o acompanhamento multidisciplinar com profissionais das áreas de ginecologia e obstetrícia, psicologia e psiquiatria. A especialista destaca que a evolução da medicina tem dado a possibilidade de uma gestação saudável por meio da fertilização in vitro e que a adoção também é uma alternativa para quem deseja ser mãe.

Janeiro Branco: a vida pede equilíbrio

Janeiro Branco é um movimento social que teve início em 2014 e deu origem ao instituto de mesmo nome. A proposta é disseminar informações para incentivar a consolidação de uma cultura sobre saúde mental. 

De acordo com o Instituto Janeiro Branco, a escolha do mês é uma forma de avisar que os cuidados com os aspectos emocionais devem ter início desde já e permanecerem ao longo do ano. Em 2023, o tema da campanha é “a vida pede equilíbrio”.

No site do Instituto, é possível conferir conteúdos informativos e materiais de campanha que alertam sobre os sintomas de doenças, orientam sobre quando pedir ajuda e realizam uma mobilização em prol de políticas públicas nessa área. 

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