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O que é micropigmentação capilar e quais os cuidados?

Redação

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Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

Foto: Canva

(DINO – 17 jan, 2023) –

A micropigmentação capilar, técnica, também conhecida como tricopigmentação, refere-se à pigmentação semipermanente do couro cabeludo. Quem procura realizar o procedimento, muitas vezes, almeja a sensação de uma maior densidade de fios na cabeça, normalmente disfarçando a calvície e a falta de volume

A pigmentação artificial está presente em áreas do rosto, como sobrancelha, ao redor dos olhos e boca, como um contorno de maquiagem.

O biomédico esteta Giancarlo Pincelli, CEO da Hell Tattoo e sócio proprietário da Beleza & Laser, esclarece o que é a micropigmentação capilar. De acordo com ele, a técnica consiste em depositar pigmentos que imitam o folículo piloso. Ele ressalta, contudo, que há uma gama alta de pessoas que realizam o procedimento e, posteriormente, se arrependem. “É muito fácil o pigmento expandir e levar à insatisfação. Existem muitos resultados de procedimentos que ficam inaceitáveis, a única forma de remover é com laser e muita experiência”.

Ele explica que o pigmento preto absorve toda fonte de radiação. “Ele vai começar a aquecer, criando micro processos inflamatórios que vão recrutar células que começaram a fazer a digestão desse pigmento nas menores partículas”.

Pincelli afirma que, em sua observação, mais de 90% das pessoas se arrependem de fazer a micropigmentação artificial. Segundo ele, o serviço fica artificial, e em um primeiro momento parece aquele processo inflamatório, rosado, o que faz com que a pessoa goste do resultado. No entanto, no segundo dia, as primeiras mudanças começam a aparecer, e meses depois, o cliente deixa de gostar. 

Médicos não podem fazer a micropigmentação capilar

Existem cuidados que devem ser tomados para que não seja necessário fazer a remoção. Nesse sentido, a procura por um profissional especializado deve ser a prioridade. O CEO da Hell Tattoo conta como o sonho de fazer a micropigmentação capilar pode virar um problema  

“Muitos novos profissionais, que não possuem habilitação ou formação adequada, atuam com equipamentos clandestinos”, afirma. “Tratam-se de pessoas que prejudicam o mercado e são responsáveis por grande parte  das queimaduras de pele que ocorrem em todo o Brasil”.

O Conselho Federal de Medicina sob o ofício nº 4365/17 respondeu uma correspondência eletrônica que confirma que a técnica da micropigmentação capilar não pode ser feita por médicos. “Esclarecemos que a micropigmentação do couro cabeludo é reconhecida como estratégia para cobertura de áreas de alopecia. Entretanto, não faz parte do currículo da graduação médica e nem da pós-graduação em Dermatologia e Cirurgia Plástica, não sendo prática médica reconhecida. Por fim, o médico não pode exibir fotos identificáveis dos seus pacientes, mesmo com prévia autorização”.

Quem pode fazer a micropigmentação capilar

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC Nº 55 de 6 de agosto de 2008), que teve como objetivo estabelecer a obrigatoriedade de registo de produtos utilizados nos procedimentos de pigmentação artificial permanente da pele e os critérios para concessão destes registros. Após a publicação no Diário Oficial da União, a Resolução nº 5 de 2009 prorrogou o prazo anterior de 180 dias para adequação da nova diretriz em quase dois anos, até o dia 8 de fevereiro de 2010.

Desde então, os profissionais que desejam oferecer e realizar o procedimento terão que se apresentar como dermopigmentadores e então seguir a legislação direcionada aos estúdios de tatuagem e tatuadores.  

Laser é a solução para remover o procedimento

Quem deseja remover o procedimento, também deve procurar um estúdio de tatuagem ou tatuadores aptos. O laser é o tratamento mais seguro e eficiente na remoção de micropigmentação capilar. De acordo com o CEO da Hell Tattoo, o raio é seletivo, ou seja, atinge somente o pigmento da tatuagem, não prejudicando a pele ao redor. 

No item terceiro do 6º artigo do Código do Consumidor consta que é direito das pessoas saber a origem e os possíveis danos que qualquer produto pode oferecer à saúde. “A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem”.

Por Estadão Conteúdo.

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