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No Dia da Saúde Mental, dê um abraço no seu pet

Redação

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Provavelmente você já ouviu falar em terapias humanas assistidas por animais. Conhecidas por nomes populares como “pet terapia” ou “bichoterapia”, elas consistem na incorporação de animais em processos terapêuticos pelos mais variados motivos. Trata-se do que especialistas da International Association of Human-Animal Interaction Organization (IAHAIO) reconhecem como intervenção ou terapia assistida por animais (IAA).

Foto: Leo Rivas - Unsplash

De acordo com a IAHAIO, são intervenções estruturadas e orientadas por objetivos que intencionalmente incluem ou incorporam animais em tratamentos de saúde, educação e serviços com o propósito de trazer benefícios terapêuticos em humanos. Para a psicoterapeuta Helen Mavichian, especializada em crianças e adolescentes, os animais de estimação fazem toda a diferença no processo de desenvolvimento de um indivíduo, em especial para os que nem sempre encontram palavras para traduzir suas emoções e sentimentos, como crianças e adolescentes.

Ainda, segundo dados de um estudo elaborado pela Human Animal Bond Research Institute (HABRI) com 2.000 pessoas – de todas as idades – com pets, 74% relataram uma melhora na saúde mental em decorrência da relação com seu animal de estimação, e 75% relatam melhora da saúde mental de um amigo ou familiar devido a presença de um pet.

“Existem diversos projetos e formas de terapia com animais de estimação para trazer conforto, carinho e atenção para as pessoas enfermas. No desenvolvimento da criança e do adolescente, os animais são capazes de transmitir bem-estar e auxiliar nos âmbitos social, educacional e emocional, elevando a auto estima, trazendo conforto e um ambiente amigável ao lado dos pets”, observa a psicoterapeuta.

A pet terapia é amplamente reconhecida como um modo estratégico de interação entre crianças, em que o animal é o principal agente da terapia, sempre com o acompanhamento de um profissional especializado, que atua na condução de estímulos para melhores resultados. Porém, Helen alerta que sempre deve-se levar em conta a singularidade de cada criança: “A pet terapia traz diversos benefícios, melhorando a cognição, a fala, o autocuidado, o desenvolvimento físico, entre outros. O cérebro humano é capaz de identificar gestos sinceros fazendo com que a convivência com os animais seja sempre positiva, mas, claro, é necessário um acompanhamento especializado”.

Crianças com autismo, por exemplo, podem ter uma certa dificuldade de olhar o mundo ao redor e a interação com os animais pode ser um caminho para que o profissional possa desenvolver e estimular esse olhar. Entretanto, esses benefícios não ocorrem apenas para crianças do espectro autista, mas podem beneficiar outras crianças com dificuldades no desenvolvimento em geral, sejam cognitivas, emocionais ou sociais. “Um dos efeitos que a terapia com animais pode trazer às crianças é o apoio emocional que elas recebem dos animais, que desencadeia a autoconfiança, alivia a ansiedade e desenvolve diversas habilidades sociais”, conclui Helen Mavichian, também Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento.

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