Procedimentos minimamente invasivos e seus benefícios

Nunca se falou tanto em rejuvenescimento e em como usar técnicas minimamente invasivas a favor da beleza e do bem-estar. Tanto é verdade, que podemos arriscar dizer que os últimos anos foram marcados por esses tratamentos que “melhoram” de uma forma ou de outra o aspecto da nossa pele e cada vez mais buscamos.

A ideia ganha ainda mais força, sempre que temos bons exemplos por perto, ou seja, pessoas que utilizaram técnicas e preenchimentos e continuam com aspecto e beleza naturais. “O preenchimento facial é uma técnica que injeta componentes modeladores e biocompatíveis que penetram na camada profunda da pele. O principal objetivo é preencher sulcos ou até mesmo aquelas áreas que acabaram perdendo muito volume conforme o avanço da idade, como as rugas, evidenciando o bonito e não alterando a aparência do paciente”, explica a Dra. Patrícia Giacomelli (CRO PR 30042), cirurgiã dentista especializada em harmonização facial com mais de 15 anos de experiência na área.

Podemos dizer ainda que talvez o segredo do sucesso do preenchimento facial seja pela facilidade em  se resolver um problema com um menor impacto, desde que com um profissional capacitado. Afinal, estamos falando de um tratamento que vai além dos benefícios estéticos, por ter um alto impacto na saúde e na autoestima das pessoas. “Não buscamos mais a beleza como algo supérfluo, mas a melhor aparência sempre e isso muda muita coisa. Devemos lembrar que o ideal de um procedimento é ser único e buscar o que fica bom para aquela pessoa. Cada raça, cada indivíduo traz sua beleza, ela é única e é apenas isso que buscamos evidenciar em cada procedimento e assim trazer a confiança e a autoestima para cada paciente”, explica.

Os procedimentos podem ser bem simples, como dar volume a lábios, melhorar contornos rasos, suavizar vincos e rugas faciais, melhorar a aparência de cicatrizes entalhadas, ou ainda alguns mais complexos como reconstruir possíveis deformidades de contorno da face, maxilar, olheiras, contorno de mandíbula, etc. “Muitas vezes julgamos como estético algo desnecessário, mas para muitas pessoas essa melhoria em algo tão simples e minimamente invasivo pode alterar toda uma expectativa e qualidade de vida”, comenta a especialista.

Poucos sabem, mas o ácido hialurônico é um ativo produzido naturalmente pelo corpo que possui propriedades hidratantes e estimulantes de colágeno. É encontrado no organismo, mas com o passar do tempo sua produção diminui, precisando ser reposto em formato de tratamento. Essa substância é a responsável por preencher os espaços entre as células e é bastante utilizada para redução de rugas e linhas de expressão. Além disso, é uma molécula capaz de reter alta quantidade de água, mantendo a pele hidratada, firme e lisa.

Bioestimuladores e preenchedores são propostas diferentes. O ácido hialurônico é utilizado para preenchimento de áreas onde houve perda de volume natural, porque ocorre reabsorção de tecido ósseo e gorduroso da face com o passar dos anos. Já os bioestimuladores têm como principal efeito estimular a produção de colágeno, trazendo mais firmeza para a pele do local, e assim, combatem a flacidez. Também com efeito preenchedor, mas são técnicas complementares e que devem ser acompanhadas com um profissional gabaritado.”

Importante dizer ainda, que a partir dos 25 anos ocorre a diminuição natural produzida pelo organismo e aí sim, podemos indicar os procedimentos “profiláticos”, ou seja, o cuidado em manter a pele sempre com aspecto natural. Após o início dessa perda natural, há a possibilidade de repor topicamente, por meio de dermocosméticos ou com preenchimento. Para quem optar pelo preenchimento facial, que é um procedimento não invasivo utilizado para dar volume à face, amenizar rugas ou corrigir o contorno de regiões específicas do rosto, bochechas, queixo e lábios com ácido hialurônico, deve buscar um profissional capacitado e de sua confiança para assim colher os melhores resultados.

“Cada vez mais vemos uma forte tendência de pessoas que querem manter os contornos naturais da própria fisionomia, não mais “esticar aqui e acolá” ou volumizar áreas a ponto de não reconhecer mais o reflexo no espelho. Não se trata mais de só preencher espaços com substâncias, mas estimular o organismo a se reprogramar e voltar ao melhor momento sempre com qualidade de vida, fornecendo assim uma infraestrutura de uma pele firme e jovem”, explica Dra Patrícia.

Procedimentos são indicados para harmonizar e amenizar os traços faciais, deixando assim o paciente com aspecto mais jovem, com uma pele mais macia e viçosa. A função do profissional é trazer para o paciente a melhor solução dentro do aspecto mais natural possível. Um bom exemplo, são as olheiras. Os olhos expressam emoções e sentimentos. Mas quando são marcados por olheiras, existe o aspecto constante “de um ar cansado e sem brilho” e essa perda de volume na região dos olhos, pode e é facilmente corrigido com o preenchimento. “Não podemos e nem devemos pensar no tratamento como uma fórmula mágica da juventude, talvez seja por isso que algumas pessoas apresentam resultados tão negativos após o procedimento. O ideal é seguir cada contorno e evidenciar o que já é bonito por natureza, afinal tudo que é em excesso não é bonito”, comenta a profissional.

Pouco sabemos de nosso futuro e como estaremos daqui a dez ou vinte anos. Mas algo é certo, o envelhecimento é algo natural e belo. “Por isso que profissionais como eu estudamos tanto e buscamos sempre nos aperfeiçoar, a ideia de buscar essa ajuda no ácido hialurônico e preenchedores é para atenuar, ou melhorar o contorno facial e aumentar o volume dos lábios. Hábitos que se respeitados e com o profissional capacitado trarão ótimos resultados e uma pele sempre saudável e lógico o aspecto mais jovem e a beleza que todos buscam”, complementa.

O ideal é uma reconsulta a cada 6 meses após a aplicação e reavaliar cada área,  uma vez que o procedimento com o ácido hialurônico dura em média oito meses. Ainda assim, segundo a especialista, pode não haver necessidade de nova aplicação antes dos oito meses. “Nada melhor do que um profissional de sua confiança fazer essa avaliação e juntos encontrarem o melhor tratamento. É muito importante estabelecer essa boa relação profissional-paciente e individualizar o tratamento de acordo com a queixa individual. Só assim, acredito em um resultado harmônico e natural e este é o que sempre deve ser sempre escolhido”, finaliza.

Lembramos que em tempos de restrições e pandemia, os consultórios são espaços completamente estéreis e por isso altamente seguros para esse tipo de procedimento.