Mulher vence a Covid e conta a sua história

Nos últimos meses, tem se falado muito sobre o aumento nos casos de Covid-19, sobre a lotação dos leitos hospitalares e sobre a necessidade de transferir pacientes de Ponta Grossa para outras cidades do Paraná por falta de vagas em UTIs. Por trás de cada número que faz parte das estatísticas, existe uma pessoa, existe uma vida. O Tribuna da Massa foi atrás da Amanda, que teve Covid-19, para conhecer e compartilhar sua história.

Amanda tem 26 anos, é casada e trabalha como manicure. Moradora de Ponta Grossa, é uma das 14 mil pessoas que testaram positivo para a Covid-19 na cidade. Ela começou a ter sintomas de dor nas costas, cansaço e falta de ar. Foi quando notou que havia algo de errado e foi até a Unidade de Pronto Atendimento, a UPA, que é referência para atender casos suspeitos de Covid-19.

Depois dos exames, Amanda recebeu medicamentos e, na sequência, foi orientada a ir para casa ficar em isolamento. Nas primeiras horas de tratamento a resposta foi boa mas em poucos dias os sintomas voltaram ainda mais graves. A moça foi até a UPA pela segunda vez, recebeu outras medicações, e foi encaminhada para casa novamente. 

Ela tinha esperança de que o tratamento desse certo, mas em poucos dias, a situação mudou. No dia 25 de dezembro, Amanda passou muito mal, não conseguia respirar e não conseguia comer. 

Com o Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa lotado, a melhor chance de Amanda sobreviver era sendo transferida para Guarapuava. Dos 11 dias em que ficou internada em Guarapuava, ela passou 7 na UTI. Longe de casa, da família e dos amigos, a recuperação da paciente dependia de como seu organismo reagiria à infecção e também dos esforços dos profissionais da saúde.

Amanda ficou com 50% dos pulmões comprometidos por causa da infecção. Enquanto do lado de dentro do hospital os médicos lutavam pela vida da paciente, do lado de fora, a família fazia uma corrente de oração.

No dia seis de janeiro, a jovem recebeu alta e foi pra casa. Aos poucos ela recupera a saúde, o condicionamento físico e também a resistência. Segundo ela, a respiração está boa e ela também consegue sentir o gosto e o cheiro dos alimentos novamente.

Veja mais informações sobre este e outros casos no Tribuna da Massa de Ponta Grossa desta quinta-feira (14):