Paraná receberá lote extra com 90 mil vacinas para região da fronteira

O Ministério da Saúde sinalizou positivamente para o pedido do Paraná de receber um lote adicional de vacinas contra a covid-19 para atender as regiões de fronteira com Argentina e Paraguai, repetindo o protocolo usado no Mato Grosso do Sul. A confirmação foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (13), no Palácio Iguaçu, durante reunião virtual do Fórum Nacional de Governadores.

A remessa extra será de cerca de 90 mil doses e permitirá completar a imunização com a primeira dose de todas as pessoas com mais de 18 anos dos municípios de Foz do Iguaçu, Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é que as vacinas complementares estejam à disposição da população paranaense ainda em julho, já que o Ministério da Saúde planeja distribuir 41 milhões de doses neste mês.

“Levamos este pedido ao governo federal na perspectiva de auxiliar na imunização da região de fronteira, justamente pela circulação de pessoas de outros países. Eles entenderam a necessidade e concordaram com o nosso pedido. Isso vai nos permitir avançar ainda mais na vacinação”, afirmou Ratinho Junior. “Sem contar também a possibilidade de entrada de novas variantes do coronavírus, como a delta, justamente por essas regiões. Precisamos estar muito atentos”.

Um levantamento feito pelo Consulado do Paraguai em Foz do Iguaçu, na Região Oeste, indica que pelo menos 98 mil brasileiros moram no país vizinho, com trânsito intenso pela Ponte da Amizade.

Cronograma

Durante a reunião, o Ministério da Saúde apresentou um novo cronograma de chegada e distribuição de vacinas contra a covid-19 para este trimestre, iniciado em julho. São 41 milhões de doses previstas para esse mês, 68 milhões em agosto e 71 milhões em setembro.

A ideia, a partir deste mês, é de apresentar aos estados um calendário semanal de previsão de novas doses. Atualmente, a distribuição é feita a partir de notas técnicas já definitivas do Ministério da Saúde, sem antecipação das informações.

Adolescentes

Outros pontos definidos durante o encontro é que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) vai estudar e definir uma nota técnica única sobre o início da imunização de adolescentes, entre 12 e 17 anos, em todo o país. Atualmente, apenas o medicamento da Pfizer foi liberado pela Anvisa para ser aplicado nesta faixa etária.

O mesmo grupo aprofundará ainda os estudos sobre a diminuição do período de intervalo entre a aplicação das duas doses das vacinas da Pfizer e AstraZeneca. Os governadores decidiram que em ambos os casos seguirão um caminho único, em consenso com a determinação do PNI.

Informações da AEN