Sete dicas para se atentar ao comprar produtos lácteos

Nosso corpo é movido a nutrientes, como carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, que são encontrados nos alimentos naturais. Para ser considerado um produto de qualidade, os laticínios devem priorizar em sua composição ingredientes de origem natural, inclusive os adoçantes e até corantes.

E qual a importância disso? Ao consumirmos uma quantidade considerável de produtos industrializados, principalmente os ultraprocessados, ricos em aditivos químicos e artificiais, nosso corpo fica facilmente suscetível a inflamações, dores, alergias, problemas gastrointestinais e diversas doenças crônicas. Portanto, atentar-se aos ingredientes é de suma importância, sobretudo quando se fala em lácteos.

Queijos, pastas tipo cottage, requeijão, iogurtes são essencialmente compostos por leite pasteurizado e fermento lácteo, elementos fundamentais para a produção desses produtos, em que o processo de fermentação potencializa os efeitos funcionais e probióticos – quando comparado ao alimento base, que é o leite.

Outro composto é a enzima lactase inserida nos produtos zero lactose, o que facilitou muito a vida dos intolerantes, pois possibilitou o consumo dos lácteos para essa parcela da população de uma forma prática e segura, sem renunciar à qualidade e do sabor.

Ainda sobre a questão dos lácteos, ao considerar itens em sua composição como adoçantes, corantes e aromas. O ideal é que sejam de origem natural, sem aditivos químicos e artificiais e açúcares ocultos. Afinal, trata-se de um diferencial frente aos que utilizam apenas aditivos químicos artificiais para dar sabor e demais características aos produtos.

Para escolher um bom lácteo, separei sete dicas que merecem atenção:

  1. Leia a lista de ingredientes: observar a quantidade dos nutrientes é importante, mas mais do que isso é ler a lista de ingredientes do produto. Muitas vezes, um item é vendido como saudável, “fit” ou natural, mas na verdade não é. Leia o rótulo todo para saber o que você vai consumir;
  2. Cuidado com ingredientes desconhecidos: de forma geral, quanto menos ingredientes o produto tiver, melhor. Fuja de listas muito grandes, com ingredientes desconhecidos e siglas;
  3. Atenção para a ordem dos itens: a composição está sempre listada em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente da lista é sempre o que tem mais quantidade no produto, e consequentemente, o último ingrediente é o que tem menos quantidade;
  4. Compare produtos: para fazer melhores escolhas, compare a lista de ingredientes de produtos similares. Existem iogurtes com composições bem melhores que só contêm o leite pasteurizado, o fermento lácteo, aromas e adoçantes naturais, ao passo que existem outros com mais quantidade de amido modificado, açúcar, corantes artificiais e afins;
  5. Ficar de olho: normalmente, em seu rótulo, é exaltado o que não tem, no intuito de omitir o que tem. Então, prefira produtos que mostrem o que eles têm de bom, e não o que eles não têm de ruim;
  6. O açúcar e seus diversos nomes: muitos rótulos mascaram que contêm açúcar na composição, trocando o nome por outros menos conhecidos. Então, cuidado com os açúcares ocultos como: xaropes em geral, glicose, glucose, sacarose, maltose, dextrose, açúcar invertido, açúcar modificado, dextrina, frutose (artificial), maltodextrina e outros;
  7. Evite: gordura vegetal, gordura trans/hidrogenada, óleos refinados e hidrogenados, glutamato monossódico, aromatizantes e corantes artificiais, trigo enriquecido, benzoato de potássio ou de sódio, acesulfame-K, aspartame, ciclamato monossódico, sorbato de potássio, cloreto de sódio, BHT e BHA, nitrato e nitrito de sódio, entre outros.

O rótulo contém todas as informações nutricionais, além da composição do produto. Sabendo interpretá-lo, você terá mais autonomia para fazer escolhas melhores para a sua alimentação.

Por Liz Galvão