Tecnologia evita falhas no gerenciamento da energia elétrica em hospitais

Em um hospital, a interrupção do fornecimento de energia pode trazer sérias complicações aos pacientes, que podem ter sequelas irreversíveis durante uma cirurgia, por exemplo, ou devido à falta de oxigenação, sendo que, dependendo, o caso pode ocasionar óbito.

Para se ter uma ideia da gravidade do problema, o estado de Goiás viu, em um ano (2019), 33 hospitais de grande porte terem falhas em seus sistemas de energia, o que equivale a quase três ocorrências por mês. Como efeito, dois deles tiveram seus tomógrafos danificados. Os dados são da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg).

De acordo com um estudo recente da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), somente no 1º semestre deste ano, houve o registro de 23 incêndios por sobrecarga elétrica, com 14 mortes, em hospitais de todo o Brasil. Em 2021, foram 29 acidentes e 4 óbitos. Por sua vez, os anos de 2019 e 2020, com 13 e 17 ocorrências, respectivamente, mas sem mortes, trazem à baila que, com o número de fatalidades acontecendo, é melhor prevenir do que remediar.

A bem da verdade, com um número grande de equipamentos eletrônicos, muitos deles essenciais à vida humana, é necessário que a gestão de energia desses locais seja feita com responsabilidade e excelência. “Em uma organização que possui uma necessidade energética tão alta e importante, a melhor escolha, para não ter nenhum tipo de problema, é contar com painéis que, graças à tecnologia, podem ser monitorados constantemente, de forma remota, proporcionando uma manutenção inteligente”, explica Fábio Amaral, engenheiro eletricista e CEO da Engerey, empresa especializada em painéis elétricos.

Atualmente, existem soluções no mercado que apresentam essas funcionalidades. É o caso da tecnologia da Schneider Electric, multinacional francesa especialista global em gestão de energia e automação em mais de 100 países, fabricada no Brasil pela Engerey. Trata-se do SM6, um painel elétrico de média tensão fundamentado em IoT (Internet das Coisas) e tecnologia em nuvem, o que permite uma supervisão em tempo real, independentemente da localidade em que o usuário esteja. Calcula-se que o monitoramento evita cerca de 50% das falhas ocorridas em painéis, como deterioração de componentes causada por ambientes agressivos, por exemplo.

Com isso, a conectividade do painel permite a checagem de todos os componentes, como os disjuntores. Ademais, há uma plataforma que mede a situação do aparelho e gera relatórios e dashboards que não precisam de linguagem técnica para interpretação. Assim, se alguma anormalidade acontece, é possível a sua identificação antes que o problema ganhe uma maior repercussão. “Isso influencia a própria durabilidade do painel, já que os elementos não trabalharão com sobrecarga ou outro tipo de anormalidade”, finaliza Fábio, enaltecendo que o SM6 é garantia de confiabilidade e qualidade, dentro das normas.