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A vastidão dos mapas - Arte contemporânea em diálogo com mapas da

Arte contemporânea em diálogo com mapas da Coleção Santander Brasil

O coração desta mostra é composto por antigos mapas do Brasil, do continente americano, das suas linhas de tangência, que mostram as bordas visíveis de vastas extensões de terra em cujo interior vêm assinaladas as assim chamadas terras não descobertas, terras de sonhos, de toda sorte de projeções e fantasias por parte dos que se propunham a descobri-las. Partindo desse núcleo, a exposição espraia-se por uma surpreendente gama de especulações dos artistas sobre o tema, um leque irisado tanto do que se pode mapear quanto de como mapear. Trata-se, pois, de uma significativa amostragem de pensamentos sobre o espaço; sobre produções, modos de enunciar e fabricar o espaço, sobre como o homem está inevitavelmente implicado naquilo que faz. Como modo de reiterar essa ideia, vale recorrer a dois enunciados sobre o parceiro contumaz do espaço, o tempo. O primeiro, de W. G. Sebald, dispõe sobre a arbitrariedade das nossas construções mentais e sua correspondente aplicação; o segundo, mais uma vez de Jorge Luis Borges, sobre a indissociabilidade entre o ser e aquilo que ele faz. São eles:

“Tempo... de longe a mais artificial das nossas invenções, e vinculá-lo ao movimento do planeta em torno de seu próprio eixo não será menos arbitrário do que seria, por assim dizer, um cálculo baseado no crescimento das árvores ou na duração requerida para a desintegração de uma pedra...”

“O tempo é a substância de que sou feito. O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou rio...”

Assim, a exposição A vastidão dos mapas, desencadeada pelo precioso acervo de mais de setenta mapas da Coleção Santander Brasil, avivou o interesse permanente por mapas em sentido lato – mapas, cartas, guias, portulanos e congêneres –, produtos gerados pela Cartografia, pelas práticas que a antecederam desde tempos remotos, além da imensa variedade das que dela derivaram. Esse interesse vem de muito antes da introdução ao campo da disciplina científica; a bem dizer, remonta à infância, às aulas em que se utilizava o molde de plástico duro e colorido com o qual se delineava o contorno do Brasil, primeira imagem do país e instrumento seminal, uma vez que dele, ao longo dos anos escolares, partia-se para o preenchimento, por combinação e sobreposição, das camadas de informações sobre a terra em que se vivia.

Dos antigos mapas gravados em argila, como o fragmento encontrado em Nippur, no sul do vale da Mesopotâmia, hoje Iraque, datado de 1400 a.C., aos mapas digitais de hoje, às tomografias corporais, mensurações radioativas, Google Maps, Waze, todos descendem do mesmo impulso de produção de linguagem, da necessidade de construção de signos, motor da dialética entre representar para compreender e modificar o mundo.

“A vastidão dos mapas - Arte contemporânea em diálogo com mapas da Coleção Santander Brasil”

De 31 de maio a 6 de agosto de 2017

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)


Dias e horários especiais

Toda quarta gratuita com programação especial: 10h às 18h

Primeira quinta do mês: horário estendido até 20h, gratuito após as 18h.

Programação especial todos os domingos


Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350 4400

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