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Minha Mãe É Uma Peça reestreia em luxuosa remontagem no Guairão

(Foto: Divulgação) - Minha Mãe É Uma Peça reestreia em luxuosa remontagem no Guairão
(Foto: Divulgação)

Onze anos após sua estreia, “Minha Mãe É Uma Peça”, interpretada pelo ator Paulo Gustavo, volta aos palcos nos dias 11, 12 e 13 agosto no Guairão em reestreia nacional. As apresentações em Curitiba já contam com as todas as 6 sessões esgotadas (duas na sexta, duas no sábado e duas no domingo). Quando as vendas foram abertas em 30 de maio, a procura foi tão grande que 6 mil ingressos foram vendidos em menos de 24h pelo DiskIngressos.

A remontagem vem para brindar e comemorar a brilhante trajetória de Dona Hermínia, personagem que conquistou todo o país e que já levou mais de 2 milhões de espectadores aos teatros e 15 milhões de espectadores aos cinemas de todo o Brasil, com os filmes Minha Mãe É Uma Peça 1 e 2. Nessa reedição, chamou-se o aclamado cenógrafo Zé Carratu, que imprimiu sua sofisticação a nova ambientação da peça e a figurinista Reka Koves, que trouxe a contemporaneidade ao visual da personagem. A iluminação é de Marcos Olivio, um craque, e a trilha sonora renovou-se na antiga e ultra bem sucedida parceria com Zé Ricardo. A direção continua com o talentosíssimo João Fonseca, premiado diretor de inúmeros sucessos do teatro brasileiro, parceiro já de longa data do Paulo em diversos trabalhos. Quem assina esse extraordinário texto e dá vida a fulgurante Dona Hermínia, personagem com rara carga de humanidade, fator que gera identificação maciça do público, é o ator Paulo Gustavo, que consegue eletrizar o público com a mais perfeita tradução da personagem que ele mesmo criou.

O Espetáculo

Em princípio, todo o texto que aborde de maneira sensível as relações familiares, especialmente de pais e filhos, já tende a garantir uma identificação com a plateia. Contudo, Paulo Gustavo transcende os estereótipos e clichês e com um olhar agudo, acessa de forma sensível o delicado e muito bem-humorado universo de Dona Hermínia. O ator ao adentrar nos meandros e melindres de Dona Hermínia e sua família, captados no texto, mas, sobretudo, nos jeitos e trejeitos dessa Mãe, está falando de todas as famílias brasileiras.

Mais ainda, a peça fala de afeto, de laços familiares que superam “entreveros” e “confusões”. Dona Hermínia é uma mulher madura, aposentada e sozinha, cuja maior ocupação é justamente procurar o que fazer, uma vez que seus filhos estão crescendo e não precisam mais de seus cuidados e broncas. É este o universo da personagem que, na falta de trabalho e romance e entre uma conversa e outra com a tia idosa, a vizinha fofoqueira e a irmã confidente, ainda precisa manter a sua condição de mãe às voltas e preocupada com problemas dos filhos.

O que pode faltar em “simpatia” a Dona Hermínia, sobra em graça. A personagem é divertidíssima. Bom para a plateia; afinal, rir dessas mulheres é um bom modo de não enlouquecer junto com elas.

Para este espetáculo, Paulo Gustavo, trouxe à tona a espantosa bagagem de suas experiências e observações domésticas, compondo com elas um espectro dos humores femininos, gestos, trejeitos, falas, atitudes, achaques e ataques, oferecendo uma minuciosa observação do cotidiano brasileiro que resultou numa comédia especialmente sensível e bastante divertida.

Ficha Técnica

Texto e Interpretação: Paulo Gustavo

Direção: João Fonseca

Cenário – Zé Carratu

Figurinos – Reka Koves

Iluminação - Marcus Olivio

Trilha sonora – Zé Ricardo

Produção executiva – Diogo Canto

Direção de Produção: Claudio Tizo

Serviço

Teatro – Guairão

Endereço – Rua XV de Novembro, 971

Dias – 11, 12 e 13 de agosto

Horários – 11 (19h e 21h15), 12 (19h e 21h15) 13 (18h e 20h15)