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Mamma Mia! Gastronomia italiana já é quase brasileira, de tão arraigada que está em nossa cultura

- Mamma Mia! Gastronomia italiana já é quase brasileira

Talvez a culinária “mais brasileira” que tem seja a italiana. Isso porque no Brasil a pizza e a macarronada são tão populares quanto a feijoada, por exemplo. É só perceber a quantidade de pizzarias e restaurantes de massas que tem espalhados por todas as regiões do país. Em Curitiba então, tem um bairro só deles: a tradicional Santa Felicidade.

E é em Santa que fica o Bosque Italiano - antigo Bosque São Cristóvão. Lá se comemoram as festas tradicionais desses imigrantes, como a Festa do Vinho e da Uva. O local também abriga o Memorial da Imigração Italiana que, edificado entre 1993 e 1996, homenageia os imigrantes que transformaram o bairro em um centro gastronômico de grande apelo turístico, com mais de 30 opções de restaurantes, além de cantinas de vinhos e queijos e lojas de artesanato.

Direto da Itália para Curitiba temos inúmeros exemplos: a empresa italiana de cosméticos orgânicos, Philip Martin’s, tem uma sede na capital paranaense. A famosa Diletto, de picolés gourmet feitos com matéria prima italiana, já conquistou o mercado local e em Curitiba tem loja da marca (que serve ainda café com máquina original piemontesa Victoria Arduino e grãos da marca Lavazza, cerveja italiana Birra Moretti, Prosecco Luneta e chocolates da Baratti & Milano - empresa fundada em Turim, em 1858, fornecedora oficial do Palácio Real italiano).

Queridinha de muitos chefs de cozinha, a Paganini, marca importada pela Porto a Porto, está nas gôndolas dos supermercados com uma grande “família gastronômica”. É líder de derivados de tomates e aceto balsâmico italianos no Brasil, além de ocupar o segundo lugar de massa italiana mais vendida.

Na Região Metropolitana de Curitiba tem o município de Colombo, que recebeu seus primeiros imigrantes italianos em 1878, vindos principalmente da região do Vêneto. A influência desses imigrantes é grande, tanto que em 1999 surgiu o Circuito Italiano de Turismo Rural, que contempla visitas a museus, igrejas, memoriais, parques, chácaras e, claro, a vinícolas e restaurantes.

E como nosso foco é a gastronomia, convidamos algumas pessoas que estiveram na Itália para contar qual o prato que mais apreciaram.

Confira:

DADO DANTAS : : Médico pediatra, Neonatologista e Produtor de Eventos. Viajou em junho de 2014.

“Gostei muito do prato Gamberi ao pistaccio, em Pescara. Maravilhoso. Acompanhava Insalata di mare e Millefoglie como sobremesa. O preço foi em torno de 25 euros, no restaurante Regina Elena”.

ANDRÉ NUNES : : Jornalista e Analista de Comunicação. Viajou em janeiro de 2013.

“Adorei o Spaghetti alla carbonara. Um dos pratos tradicionais italianos, spaghetti com ovos e presunto. O acompanhamento era uma sobrecoxa de frango e batatas. Ótima pedida! Não me recordo o nome do restaurante, mas foi na região central de Verona, próximo ao Coliseu. Era o prato do dia, entre 15 e 20 euros”.

YURI WENTZ : : Empresário, Advogado e Profissional de Logística. Viajou em novembro de 2016.

“Um prato que me marcou na Itália, na cidade de Veneza, cuja culinária é baseada em frutos do mar, foi a Lula grelhada com camarão marinado em limão e gengibre, acompanhado de legumes, na Osteria San Marco. Este prato custou em torno de 19 euros, o almoço todo, com entrada, sobremesa e bebidas saiu por 44 euros. Adoro frutos do mar e o prato estava delicioso, preparado com esmero e ótima apresentação”.

YASMIN RIBEIRO : : Biomédica e estudante de mestrado. Viajou em abril de 2017.

“Gostei de comer o Spaguetti Mediterrâneo, feito com vôngole, lagostim e camarão. Agradou muito o meu paladar principalmente por causa do tempero que é um pouco mais forte do que estamos acostumados no Brasil. Não me recordo o nome do restaurante, mas era um café/bistrô muito agradável na Via del Corso. Gostei muito também dos gelatos da Gelato di Pucci, na cidade de San Benedetto del Tronto. Os gelatos eram de fabricação própria e o que mais me agradou foi a textura, também diferente do que estamos acostumados aqui. Além dos sabores que encantavam, pois você conseguia sentir absolutamente todos os ingredientes do sorvete. Ah, e não posso esquecer do macarrão na Via del Corso, em Roma”.

THAIS MARQUES : : Jornalista e Blogueira. Viajou em 2015.

“Fui para a Itália em 2015 pela primeira vez e pretendo voltar, me apaixonei! passei duas semanas em Roma estudando italiano. Lá tem muitos pratos maravilhosos, mesmo os mais baratinhos são uma delícia. Mas o que me marcou mesmo foi uma berinjela à parmegiana que provei numa enoteca em Trastevere (lá tem um restaurante/barzinho melhor que o outro). Sentamos numa mesa na calçada da Enoteca Trastevere, com a noite quente de verão, e bebi um vinho conversando com meus novos amigos. Foi o momento em que me senti verdadeiramente na Itália! Não saiu barato (não me lembro quanto), mas valeu cada centavo”.

BETO VIVAS : : Publicitário e Empresário. Viajou em novembro de 2016.

“Estive com minha família na região do Vêneto. Fiquei mais tempo em Bassano del Grappa, uma pequena e charmosa cidade medieval na base do Monte Grappa. Mas rodei também um pouco a região, passando por Veneza, Verona e Vicenza. O restaurante mais interessante que fui, pela sua peculiaridade, foi um bistrô: o Il Ceppo, em Vicenza. No térreo, funciona uma delicatesse, uma azienda, com presuntos, queijos e comidinhas deliciosas. No subsolo, que parece uma adega, com poucas mesas, funciona o bistrô. A especialidade são pratos com bacalhau. Diferente e pitoresco, com um atendimento personalizado e um bom preço em relação a qualidade: entre 30 e 50 euros por pessoa, com um bom vinho da região”.

TATIANA TURRA : : Turismóloga e Presidente do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba.

“Gavi surpreendeu. Além das deliciosas favas verdes, ainda tem um rodízio de bruschettas! Aproximadamente 16 euros por pessoa. Comemos o risoto também no Vino & Bruschette. É um lugar no estilo “Tipycal Italian Food” com produtos regionais e bastante saborosos”.

SÉRGIO ZAGONEL : : Professor, Engenheiro e Chef de Cuisine. Viajou em setembro DE 2014.              

“No primeiro dia de visita a Itália, nos hospedamos no Hotel Gran Duca Residence que fica na Via Generale Enrico Tellini, em Livorno. Eu e minha esposa tivemos a satisfação de apreciar no jantar o Il tagliolino di pasta fresca All’astice (massas frescas tagliolino com lagosta) ao preço de 18 euros, acompanhado por um vinho Chianti Classico Marchese Antinori de 6 euros a taça. Por ser nossa primeira experiência gastronomica na Itália, ficamos muito impressionados com o sabor, simplicidade no conjunto e na apresentação do prato. Sendo uma cidade litorânea, o prato combinou muito com a ocasião. O serviço do restaurante foi impecável. Nos sentimos acolhidos pelos Italianos. A cidade de Livorno é muito bonita, limpa e acolhedora”.

CRISTINA RÜCKERT : : Turismóloga e Gerente de Contas. Viajou em  novembro de 2016.

“Ficamos hospedamos perto da Fontana de Trevi. Fomos em um restaurante chamado La Prosciutteria, especializado em embutidos e antipastos italianos.Você pode escolher entre diversas tábuas de queijos e embutidos, que eu adoro. O preço é por pessoa e depende do tipo de tábua que pede. Recomendo a tábua de frios  com porcini (tipo de um cogumelo), peco rinoceronte  (queijo curado de ovelha) e salamino  picante”.

TOMÁS EON BARREIROS : : Professor, Psicopedagogo, Ator, Dublador e Escritor. Viajou em março de 2017.

“A melhor coisa que comi na Itália foi uma sopa de foie grass com trufas negras no restaurante Borgo Antico, na cidade de Recanati. Custava 6 euros. A sopa era a entrada. Contando com prato principal, vinho e sobremesa, deu em media 50 euros por pessoa. O restaurante fica numa construção secular. A cidade tem 22 mil habitantes, é linda e atual candidata a Capital Italiana da Cultura em 2018. É o berço de Biniaminio Giglio (considerado por muitos especialistas o maior cantor lírico da história) e do poeta Giacomo Leopardi (um dos maiores poetas italianos)”.

CAROLINA MOCELLIN : : Psicóloga. Viajou em maio e outubro 2016.

“Na itália comi muito bem em todos os lugares, desde as pizzas “na rua”, quanto sorvetes e massas. Comi bastante pizza e adorei - massa leve e sabor extraordinário! Em maio de 2016, na Costa Amalfitana, em Sorrento, comi no restaurante Bagni Delfino, que tem vista para o Vulcão Vesuvio. Pedi uma Lula divina! O preço foi em média de 100 euros por casal (com vinho). Nesta mesma viagem fui no Alfredo di Roma, em Roma, e pedimos o tradicional Alfredo di Roma. Prato muito grande e serve bem duas pessoas! Em outubro de 2016 fui novamente para a Italia, e fui para Firenze e comi no Buca Mario. O prato tradicional deles é a Bisteca Fiorentina. Mas como não como bisteca fui no parpadelle com ragu. Simplesmente divino!”.