Com golaço de Nikão, Athletico conquista o bicampeonato da Sul-Americana

O Athletico Paranaense é bicampeão da Copa Sul-Americana. Com um golaço marcado por Nikão no primeiro tempo, o Furacão soube segurar a pressão do Red Bull Bragantino e venceu por 1 a 0 para erguer o troféu no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. A segunda taça continental da história do Rubro-negro vem apenas três anos depois da primeira conquista, em 2018.

O Red Bull Bragantino começou assustando. Cuello tentou um gol olímpico que foi salvo por Santos. O mesmo atacante teve outra boa chance de abrir o placar, mas não acertou o alvo. Aos poucos, o Athletico começou a se soltar e conseguiu a primeira oportunidade de gol com David Terans, para a defesa de Cleiton. Mas nem mesmo a boa fase do arqueiro do Massa Bruta foi capaz de evitar o gol de Nikão.

Aos 28 minutos, Terans recebeu pela esquerda e chutou forte. Cleiton espalmou para o meio da área e o ídolo athleticano acertou um voleio no canto direito do goleiro, sem chances de defesa. Com a vantagem no placar, o Athletico passou a controlar o ritmo de jogo e só voltou a ser ameaçado na reta final.

A volta do intervalo assustou o torcedor rubro-negro. Alberto Valentim recuou demais o time e deixou o Bragantino tomar conta do jogo. Foram pelo menos duas boas chegadas do Massa Bruta, que aproveitou a postura defensiva do Furacão para tentar o gol de empate. Coube ao Athletico se segurar na defesa e apostar nos contra-ataques para ampliar a vantagem.

Faltando menos de 20 minutos, o técnico rubro-negro ficou ainda mais defensivo com a saída de Nico Hernández, Renato Kayzer e Terans para as entradas de Zé Ivaldo, Pedro Rocha e Christian, respectivamente. O objetivo, nesse caso, era claro: colocar mais um volante no time para segurar o resultado e sair de Montevidéu com o título.

Do outro lado, Maurício Barbieri também mexeu no time e tirou Praxedes para colocar Alerrandro, mais um atacante, em busca do gol que levaria a partida para a prorrogação. Ao mesmo tempo, os jogadores do Furacão começaram a acusar o cansaço e Erick também precisou sair para a entrada de Fernando Canesin. A pressão cresceu ainda mais nos últimos minutos da partida, com bolas cruzadas na área por todos os lados, mas nada de balançar as redes de Santos.

O caminho até a glória

Para chegar à decisão, o Athletico avançou em primeiro do Grupo D, deixando para trás Melgar, Aucas e Metropolitanos. Nas oitavas de final, passou pelo América de Cali com duas vitórias. O momento mais delicado da competição – e que uniu o grupo e a torcida – foi o confronto contra a LDU, nas quartas de final.

Jogando no Equador, o Furacão perdeu por 1 a 0, mas no jogo de volta, venceu por 4 a 2 para reverter a vantagem e carimbar a vaga na semifinal. Para conquistar o bicampeonato, o Athletico ainda precisou passar pelo Peñarol, novamente com vitórias nos jogos de ida e volta.