Apesar da retomada, bares e restaurantes sofrem com dívidas e inflação

Apesar da retomada do movimento, dívidas acumuladas e o fantasma da inflação trazem preocupação ao setor de bares e restaurantes. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 35% dos empresários do país afirmaram ter trabalhado com lucro em maio, contra 29% que realizaram prejuízo. Outros 36%, por sua vez, ficaram em equilíbrio. 

A inflação é o principal obstáculo para uma retomada mais rápida; 75% que tiveram prejuízo citaram o aumento dos principais insumos (alimentos e bebidas) como um fator que contribuiu para o resultado negativo. Entre os outros principais fatores estão queda nas vendas (63%), redução no número de clientes (58%), dívidas com empréstimos bancários (54%) e dívidas com impostos (49%). 

No geral, 45% dos 1.689 entrevistados dizem ter feito reajustes, mas abaixo da inflação oficial. Outros 29% não conseguiram reajustar o cardápio, enquanto 23% reajustaram somente para acompanhar a inflação. Somente 3% afirmam ter feito reajuste acima da inflação. 

“Se juntarmos quem não reajustou com quem fez reajustes abaixo da inflação, são três em cada quatro estabelecimentos (74%) que não conseguem repassar o aumento dos custos. Isso explica por que, em nosso setor, a inflação dos últimos 12 meses tem sido praticamente a metade da inflação média no país. Isso torna mais atrativo comer fora de casa, mas coloca em risco milhares de negócios”, explica o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

Além da inflação, as dívidas também influem no resultado dos estabelecimentos. A grande maioria (69%) têm dívidas bancárias, sendo que 13,6% do custo mensal, em média, estão comprometidos com o pagamento dos empréstimos. Dos que tomaram dinheiro, 67% usaram linhas regulares dos bancos e 59% fizeram empréstimo por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Informações de SBT News