Covid já responde por quase 60% dos casos de síndrome respiratória

As infecções por covid-19 já respondem por 59,6% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. Segundo boletim epidemiológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quarta-feira (1º), essa é a terceira semana consecutiva que as ocorrências do Sars-CoV-2 predominam entre os resultados laboratoriais positivos da síndrome, sendo que 91,1% dos casos que evoluíram para óbito eram procedentes da doença.

O boletim também aponta a manutenção do predomínio do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de zero a quatro anos diagnosticadas com SRAG. Em seguida, encontram-se evidências de casos de covid-19, rinovírus e metapneumovírus. Nas demais faixas etárias, o Sars-CoV-2 mantém o predomínio das ocorrências da síndrome com identificação laboratorial.

“Os dados laboratoriais e por faixa etária mantém o alerta de que o cenário de crescimento atual é decorrente de aumento nos casos de covid-19. No Rio Grande do Sul, em particular, tem se observado aumento também nos casos positivos para Influenza em diversas faixas etárias”, destaca o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 4,0% influenza A; 0,4%, influenza B; 25,1%, VSR; e 59,6%, Sars-CoV-2. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 1,6% para influenza A; 0%, influenza B; 4,1%, VSR; e 91,1%, Sars-CoV-2 (covid-19). 

Já em relação às regiões, 20 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de casos de SRAG a longo prazo (últimas seis semanas): Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Informações de SBT News