Covid responde por quase 80% dos casos de síndrome respiratória aguda

Um novo levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que as infecções por covid-19 são prevalentes em 77,6% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. Segundo os dados, divulgados na quarta-feira (13), as ocorrências são referentes, sobretudo, à população adulta e infantil e já compõem 94,5% dos óbitos pela síndrome.

Embora não se destaque no dado nacional, o vírus influenza A H3N2 também mantém presença em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul. O estudo destacou que, no estado, foi observado um aumento significativo nos casos positivos de influenza (gripe) H3N2, embora em volume significativamente inferior àquele associado à covid-19.

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, destaca que os dados laboratoriais mostram que o quadro de crescimento da SRAG foi decorrente do aumento nos casos do Sars-CoV-2. A análise indica que, de modo geral, as regiões Norte e Nordeste apresentam sinais de manutenção de crescimento em ritmo elevado, enquanto no Sudeste, Sul e Centro-Oeste observa-se uma desaceleração nas ocorrências.

“No Paraná e no Rio Grande do Sul observam-se indícios de retomada do crescimento em crianças, contrastando com o sinal de platô nos adultos, indicando que o cenário ainda é instável e exige cautela”, diz Gomes.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas (período de 12 de junho a 9 de julho), a prevalência entre os casos como resultado positivo para a SRAG foi de 2,4% para influenza A, 0,1% para influenza B, 7,6% para vírus sincicial respiratório e 77,6% para Sars-CoV-2 (covid-19). Entre os óbitos, os números foram de 1,0% para influenza A, 0,1% para influenza B, 1,4% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 94,5% para Sars-CoV-2.

Informações de SBT News