Vestibular da UEL oferta 3.125 vagas; inscrições encerram na próxima quarta-feira

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) está se preparando para receber os candidatos ao Vestibular 2022, a ser realizado em data única, em 6 de março do ano que vem. São 2.509 vagas, mais 616 pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU), totalizando 3.125, em 52 cursos de graduação. Quem ainda não fez a inscrição tem até as 23h59 do dia 3 de novembro. Acesse o Formulário de Inscrição.

À logística habitual do concurso, que abrange desde a identificação dos estudantes até as alterações no trânsito para acesso ao Campus, soma-se, assim como em 2021, um rígido protocolo sanitário, que garante tranquilidade aos vestibulandos, que só precisam se concentrar nas provas.

Entre as adaptações com concurso em função da pandemia, além do protocolo sanitário, há a data única e a própria prova. Ela será dividida em duas partes – a primeira com 36 questões objetivas sobre Conhecimentos Gerais relacionados ao conteúdo do Ensino Médio; 10 de Língua Portuguesa e Literatura em Língua Portuguesa, e quatro de Língua Estrangeira (inglês, espanhol ou francês). A segunda parte será composta pela redação, uma produção textual em prosa.

Confira o Manual do Candidato, que traz informações úteis e detalhes sobre o processo de seleção.

Como as inscrições para o Vestibular 2022 ainda não se encerraram, não é possível quantificar quantos serão os inscritos e a concorrência por vaga em cada curso. O que se sabe é que desde 2015 (com exceção de 2019) os concursos têm tido mais de 21,8 mil candidatos – em 2017 beirou os 23 mil e, em 2021, ultrapassou os 27 mil.

Existe uma grande expectativa quanto à concorrência para 2022 por causa do impacto negativo do ensino remoto nos estudantes do Ensino Médio no último ano e meio. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), assim como universidades públicas renomadas, como a USP e a Unicamp, que já encerraram o prazo de inscrições, constataram uma significativa redução no número de inscritos.

A professora Sandra Regina de Oliveira Garcia, titular da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops), tem a mesma perspectiva. Ela fala no “desânimo” que acometeu os estudantes, que sentem a perda na aprendizagem. Para a pedagoga, toda uma geração de alunos foi prejudicada, incluindo os do Ensino Fundamental, em grande parte pela falta de acesso à tecnologia e aos conteúdos.

Ela lembra que a UEL foi uma das instituições que conseguiu contornar o problema. No entanto, ainda vai sentir os efeitos desta perda de aprendizagem, por muitos anos.

Regina assegura que a Universidade está preparada para receber tanto os vestibulandos quanto os novos ingressantes quando as aulas começarem. Os Colegiados de Curso, por exemplo, também estão se preparando para o retorno presencial, que deve ocorrer em 24 de janeiro.

A UEL oferece uma série de serviços para melhorar não só o aprendizado, mas muitos outros aspectos da vida universitária, das bibliotecas à assistência à saúde. O aluno, como membro da comunidade universitária, é beneficiário de vários programas de apoio.

Apenas sob a responsabilidade do Serviço de Bem-Estar da Comunidade (Sebec), o estudante conta com o Restaurante Universitário, Moradia Estudantil e programas de apoio à saúde física, mental e assistência social.

Com apoio da Pró-reitoria de Graduação, os acadêmicos também têm à disposição um sistema pelo qual podem solicitar ou resolver diversas demandas estudantis e, ainda, recorrer ao Núcleo de Acessibilidade da UEL, no caso de qualquer dificuldade de acesso aos estudos, seja de locomoção ou pedagógica. Se a dificuldade for montar um trabalho no Powerpoint, escrever um artigo ou se apresentar num seminário, o Laboratório de Tecnologia Educacional pode ajudar. A instituição também disponibiliza o Disque-Gramática.

Informações da AEN