Polícia já ouviu esposa do autor e 13 testemunhas de morte de guarda municipal

O inquérito policial que investiga a morte do guarda municipal Marcelo Aloízio de Arruda ouviu 14 testemunhas até esta quarta-feira (13). A Secretaria de Estado da Segurança Pública e a Polícia Civil informaram que as investigações devem ser concluídas até a próxima terça-feira (19).

As testemunhas ouvidas são as pessoas que estavam presentes na festa de aniversário da vítima e familiares do guarda municipal e do policial penal federal.

Nesta quarta-feira serão ouvidas, ao menos, outras três pessoas. No início da tarde, será divulgada atualização sobre o estado de saúde do policial penal federal.

Relembre o caso

Na madrugada do último domingo (10), o guarda municipal Marcelo Arruda morreu após levar dois tiros na própria festa de aniversário em que comemorava 50 anos, em Foz do Iguaçu, região Oeste do Paraná. A decoração da festa envolvia o apoio da vítima a um partido político.

O guarda comemorava o aniversário na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresfi). Cerca de 40 pessoas, entre amigos e familiares, estavam no local.

Testemunhas disseram que, em determinado momento, o agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho, desconhecido por todos no local, estacionou o veículo em frente a comemoração, desceu com a arma na mão e se manifestou politicamente. Nesse momento, Jorge estava acompanhado de uma mulher e uma criança de colo.

Algumas pessoas presentes na festa teriam expulsado o homem e atirado objetos no carro dele. O agente foi embora e voltou sozinho cerca de 20 minutos depois. Ao entrar no local, ele efetuou dois disparos, atingindo Marcelo. Também armado, o guarda municipal revidou e disparou contra o agente, acertando um tiro na cabeça.

A esposa de Marcelo é da Polícia Civil. Segundo as informações das testemunhas, quando Jorge chegou ao local, ela e Marcelo se identificaram e mostraram os distintivos.

Os dois foram socorridos. Marcelo não resistiu aos ferimentos e morreu.