Sustentabilidade no campo: Brasil é superior aos EUA, mostra estudo

O tanto que o Brasil tem de floresta preservada — só dentro de propriedades rurais são 282,8 milhões de hectares, que representam 33,2% do território — é o mesmo tanto que o agronegócio sofre de pressão para não modificar, nessas áreas, o uso do solo.

Quem não tem o que conservar nem é lembrado quando se trata desse assunto, certo? Só por esse motivo, o setor poderia ser livrado de tantas acusações de detruidor do meio ambiente. Mas, tem mais. É um exemplo em práticas regenerativas e uso de insumos biológicos nas lavouras, conforme pesquisa da L.E.K. Consulting.

Nas informações constam que o Brasil está bem à frente dos Estados Unidos, por exemplo. Um concorrente de peso nas exportações de grãos e carnes.

Para chegar nessa conclusão, a consultoria ouviu 450 produtores rurais entre maio e junho nos dois países.

No Brasil, 237 propriedades foram analisadas. Quase 40% delas na região Sul. Mais de 50% delas com mais de 500 hectares de áreas de cultivo e 72% se dedicam à produção de grãos, como soja e milho.

O sitema de plantio direto, que não ara o solo e evita a monocultura, é mais comum que em qualquer outro lugar.

“A agricultura de precisão e o uso de insumos biológicos são cada vez mais uma realidade entre os brasileiros, mudando completamente as práticas de gestão, o uso de insumos e os ganhos de produtividade nas diferentes lavouras.

Entre as comparações, foi descoberto que, no Brasil, o nível de utilização de práticas regenerativas é 17% maior que a dos americanos. Os brasilieiros também empregam mais tecnologias de precisam, 35% a mais que nos EUA. A adoção de produtos biológicos para nutrição e proteção de cultivos é 12% maior aqui.

Deixando de ganhar

Entretanto, os EUA já tem 26% de participação dos produtores rurais no mercado de carbono, que é quando se consegue gerar créditos por sequestrar gases de efeito estufa com a própria produção. Mesmo com o interesse maior pelas práticas sustentáveis, apenas 5% dos brasileiros geram créditos.

Porém, a consultoria projeta que 40% do produtores rurais do Brasil estarão comercializando créditos até 2024. Mas, poderiam ser mais. “Com vantagens competitivas representadas pelas atuais práticas agrícolas, o país tem potencial para ser carbono negativo”, diz o estudo.

Com informações do portal SBT News.